quarta-feira, junho 04, 2014

BIBLE BLACK



Não lembro bem o que me fez encontrar este hentai que além de ser bem sacana é cheio de heresias ao Cristianismo. Acredito que estava procurando por um bom hentai. Sempre senti falta de exemplares de qualidade do gênero. Até então, os melhores que havia visto foram KITE e MEZZO FORTE, ambos de Yasuomi Umetsu, produzidos na virada das décadas de 1990 e 2000. E eu não queria ver um desses animes com sexo explícito e tentáculos que os japoneses tanto gostam de fazer, sabe-se lá o porquê.

BIBLE BLACK (2001-2003), devo ter encontrado numa busca por best hentai animes ou algo parecido. Alguém em algum fórum especial disse se tratar do melhor anime de sexo explícito que havia assistido. Daí veio facilmente a curiosidade. Trata-se de uma série em seis episódios que depois gerou alguns spin-offs. O primeiro episódio é ótimo, até pelo fator surpresa e pelas aberrações mostradas. A maior delas vem da diretora da escola, que é hermafrodita: de dentro de sua vagina sai um enorme e imponente pênis. A imagem não deixa de ser impactante.

A série chegou a ser proibida nos Estados Unidos, como vários outros animes pornôs. Isso porque consideram que o estilo é muito facilmente ligado à pedofilia, já que as personagens que fazem sexo nos filmes ou séries têm rostos de crianças, ainda que tenham corpo de mulher. E diga-se de passagem, seios muito maiores do que a média no Japão. Mas essa característica transparece não só em animes (ou mangás) pornôs. Em todos os demais há essa tendência de infantilização dos traços dos personagens.

Uma coisa que não dá para reclamar de BIBLE BLACK é da generosidade e da variedade de cenas de sexo (convencional, oral, anal, estupro, com rituais de magia negra, sadomasoquismo, incesto, tortura etc.). E há muito, mas muito líquido saindo abundantemente das genitálias femininas, bem como explosões exageradas de esperma nas cenas de ejaculação masculina.

Quanto à história, se é que ela importa, há um grupo de meninas numa escola que faz parte de um culto de magia negra. A líder do culto é a tal diretora hermafrodita, que enfeitiça e se aproveita sexualmente de meninos e meninas. Acontece que o protagonista da série é um rapaz que encontrou um misterioso livro de magia e que aprendeu a dominar e a ser desejado pelas mulheres. Assim, ele passa a ser assediado, para usar de eufemismo, por todas as estudantes. As coisas se complicam quando ele percebe que uma jovem virgem está prestes a ser sacrificada para que a diretora ocupe o seu corpo jovem.

O que incomoda muitas vezes a cada novo episódio é a repetição das cenas do anterior, principalmente se a intenção é fazer uma maratona. Mas essa é uma atividade difícil, já que cansa um pouco ver dois episódios seguidos, embora, paradoxalmente, dê vontade de ver logo o episódio seguinte. O sexo é suficientemente explícito e muitas vezes constante num episódio e é uma série que pode até servir como objeto de "alívio" sexual, mas pode ser mais vista como uma droga leve que funciona como um convite a outras drogas mais pesadas, se me permitem a comparação que fazem com uma certa erva natural.

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