DIÁRIO DE UM CINÉFILO |
|
|
Comentários sobre filmes por Ailton Monteiro, cinéfilo de Fortaleza.
HOME
ARCHIVE 08/2002 09/2002 10/2002 11/2002 12/2002 01/2003 02/2003 03/2003 04/2003 05/2003 06/2003 07/2003 08/2003 09/2003 10/2003 11/2003 12/2003 01/2004 02/2004 03/2004 04/2004 05/2004 06/2004 07/2004 08/2004 09/2004 10/2004 11/2004 12/2004 01/2005 02/2005 03/2005 04/2005 05/2005 06/2005 07/2005 08/2005 09/2005 10/2005 11/2005 12/2005 01/2006 02/2006 03/2006 04/2006 05/2006 06/2006 07/2006 08/2006 09/2006 10/2006 11/2006 12/2006 01/2007 02/2007 03/2007 04/2007 05/2007 06/2007 07/2007 08/2007 09/2007 10/2007 11/2007 12/2007 01/2008 02/2008 03/2008 04/2008 05/2008 06/2008 07/2008 08/2008 09/2008 10/2008 11/2008 12/2008 01/2009 02/2009 03/2009 04/2009 05/2009 06/2009 07/2009 08/2009 09/2009 10/2009 11/2009 12/2009 01/2010 02/2010 03/2010 04/2010 05/2010 06/2010 07/2010 08/2010 09/2010 10/2010 11/2010 12/2010 01/2011 02/2011 03/2011 04/2011 05/2011 06/2011 07/2011 08/2011 09/2011 10/2011 11/2011 12/2011 01/2012 02/2012 03/2012 Índice A-Z BLOGS AMIGOS: Amor Louco Ana's Multiply Site Um Ano em 365 Filmes Anotacoes de um Cinefilo Apimentario Balaio Porreta Bando De Ca Birilo Blog da Ana Maria Bahiana - Hollywoodianas Blog do Inacio Araujo Bruta Flor do Querer Chip Hazard Cine do Beto Cine Demencia Cine Monstro Cinema Cuspido e Escarrado Cinema Ex-Machina Cinema Gato Preto Cinema para Todos Cinematorio Confissoes de uma Mente Perigosa Cronicas Cinefilas Dementia 13 :Denichan O Dia da Furia Dicionarios de Cinema Espectador Voraz O Esporte Favorito dos Homens Estranho Encontro O Falcao Maltes Filmes do Chico Filmes para Doidos Filmescopio Fotograma Experimental Herax Blog A Hora do Ocio Imagem em Movimento A Inquietude da Busca Insensatez Kino Crazy Liga dos Blogues Cinematograficos Luiz Carlos Merten Marcelo's Site Medo de Que? - O Horror no Cinema Brasileiro Meu Nome Não E Superoito Mínimos Óbvios Multiplot Nirton Venancio Nudo e Selvaggio O Olhar Implícito Olhar Panoramico Olhos Livres Palavras do Bruno Passarim Pensar Enlouquece, Pense Nisso Perdido na Traduçao Pipoca de Sal Portal do Buscador psicotropica.com RD - B Side Registro Dissonante Setaro's Blog O Signo do Dragao This Blog Is a Movie Toca do Cinefilo Va e Veja Violao, Sardinha e Pao Viver e Morrer no Cinema LINKS ESPECIAIS: IMDB - The Internet Movie Database Animehaus Diario de um Cinefilo - Arquivo Cinema com Rapadura ScoreTrack Boca do Inferno Senses of Cinema Contracampo Cinetica DVD Magazine Revista Zingu! Filmes Polvo Revista Moviola Mulheres do Cinema Brasileiro Foco - Revista de Cinema Pipoca Moderna Revista Interludio RSS Archives |
Sexta-feira, Janeiro 20, 2012
MACAO ![]() Já faz algum tempo que tenho interesse pela obra de Josef von Sternberg, conhecido por seus filmes barrocos, por seu cuidado com os detalhes, por suas imagens suntuosas e por sua parceria com Marlene Dietrich, o seu grande amor. Ainda pretendo um dia voltar a ele, mas por enquanto fico só com MACAO (1952), uma de suas obras tardias, só porque por acaso Nicholas Ray esteve envolvido. No livro "Afinal, quem faz os filmes", de Peter Bogdanovich, o cineasta parece extremamente rude para com o entrevistador, passando uma má vontade enorme. Só para dar um exemplo, sobre MACAO, Bogdanovich perguntou: "O que foi mudado em MACAO? Consta que Nick Ray redirigiu diversas cenas". Ele respondeu: "Não sei, não vi o filme." E basicamente todas as respostas são assim. Curtíssimas, frustrantes para um entrevistador. Mas ele devia ter lá suas razões. Falemos um pouco do filme. O que mais me deixou intrigado com MACAO foi o fato de que o filme se concentra mais na história de amor dos personagens de Robert Mitchum e Jane Russell do que na trama policial. No prólogo, um policial americano de Hong Kong é assassinado pelos policiais corruptos de Macau. Que, aliás, é um lugar que por si só já é um achado de tão diferente. Macau, cujas línguas oficiais são o chinês e o português, tem uma arquitetura única, poucas vezes aproveitada no cinema. Só lembro de ter visto o lugar em um filme uma única vez: em EXILADOS, de Johnny To. Depois do prólogo, o filme volta os olhos para três viajantes chegando a Macau de barco: os personagens de Robert Mitchum, Jane Russell e William Bendix. Cada um deles guarda segredos sobre suas vidas, passando um ar misterioso que permanece até os momentos finais do filme. E esse mistério se mistura com o incômodo do policial local, que quer, a todo custo, se livrar de Nick Cochran, o personagem de Mitchum. Este, por sua vez, quer mais é mostrar o seu charme para Julie Benson, a atraente personagem de Jane Russell. Ela passa uma imagem de mulher forte e independente, embora no fundo queira mesmo encontrar um homem que a respeite e a ame, como se pode notar na bela sequência do passeio de barco à noite. E é graças ao aspecto romântico que se sobressai sobre a trama policial que eu mais gostei do filme. Mas claro que não só por isso. O conjunto em si é bem agradável: o clima noir, as noites perigosas, o mistério envolvendo os personagens, a geografia de Macau, a grande surpresa no final. Tudo isso contribui para o sucesso artístico de MACAO, uma bela parceria involuntária de dois grandes cineastas. |