DIÁRIO DE UM CINÉFILO |
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Comentários sobre filmes por Ailton Monteiro, cinéfilo de Fortaleza.
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Segunda-feira, Janeiro 02, 2012
IMORTAIS (Immortals) ![]() Depois do fracasso de TRÓIA, Hollywood ficou com um pé atrás em relação a filmes épicos. No entanto, 300, embora esteja longe de ser um grande filme, mostrou que era possível utilizar a tecnologia de computação gráfica para baratear os custos, mesmo que isso prejudicasse o realismo das produções. No caso de 300, esse artificialismo dos cenários tinha uma razão de ser. Foi uma escolha estética, a fim de emular os quadrinhos de Frank Miller o máximo possível, como em SIN CITY. Também é por opção estética que IMORTAIS (2011), com sua direção de arte carnavalesca, sua fotografia bem colorida e sua violência próxima de um videogame, se assume. Sob a direção do indiano Tarsem Singh, de A CELA (2000), o filme reinventa a mitologia grega, sem se importar com o que os textos clássicos narram. Assim, deuses aparecem em frente aos homens e a história de Teseu e do minotauro é narrada de maneira bem diferente, mas de modo a contribuir para o desenvolvimento da trama. Em IMORTAIS, não interessa se Mickey Rourke está canastrão como o vilão Hipérion; ou se o herói, vivido pelo novo Superman Henry Cavill, parece superpoderoso demais. Aliás, isso não é nenhum problema. É mesmo preciso que o filme mostre um herói grego próximo a um super-herói. Como, por exemplo, Aquiles e Ájax em "A Ilíada", na descrição bem detalhada de Homero. Em IMORTAIS, vemos Teseu matando diversos homens com sua lança e sua espada em uma coreografia muito bem orquestrada. Muito bem também está Freida Pinto, como a oráculo que se apaixona por Teseu e, ao perder a virgindade com ele, perde também o dom de visões do futuro. Aliás, Freida está cada vez mais linda. Nem parece aquela garotinha de QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?, no não tão distante ano de 2008. Tudo bem que antes de ser atriz ela já era modelo, mas diria que agora ela atingiu o seu auge de beleza. Quanto à violência, IMORTAIS agrada a gregos e troianos. Nem é tão sangrento, pois muito do sangue mostrado é em forma de pixels; nem é tão "censura livre", pois o que não faltam são cabeças decepadas, pessoas queimadas vivas, línguas cortadas, entre outros atos de violência que sempre serão atrativos para o eternamente sádico coração humano. |