sexta-feira, março 01, 2013

DURO DE MATAR – UM BOM DIA PARA MORRER (A Good Day to Die Hard)



Há atores que se preocupam com bons roteiros. Só entram num novo projeto se há um roteiro bom. E também se preocupam com o sujeito que irá dirigir o filme. Ao que parece, não deve ser o caso de Bruce Willis, que está rodando um filme atrás do outro pura e simplesmente pelo dinheiro. Uma franquia que rendeu três filmes bem decentes nas décadas de 80 e 90, dois deles dirigidos por um mestre do cinema de ação como John McTiernan, acabou retornando com cineastas medíocres no comando. Mesmo assim, DURO DE MATAR – UM BOM DIA PARA MORRER (2013) acabou tendo uma excelente abertura no mercado internacional. Só não sei se haverá um boca a boca positivo, a fim de que o filme se mantenha no topo do ranking.

O diretor da vez é John Moore, de ATRÁS DAS LINHAS INIMIGAS (2001) e dos remakes O VOO DA FÊNIX (2004) e A PROFECIA (2006). Quer dizer, não é um diretor ruim, mas não chega a ser nada admirável no meio. O que o novo filme tem de bom em relação a, por exemplo, DURO DE MATAR 4.0 (2007), de Len Wiseman, é que as cenas de ação parecem mais "verdadeiras", com aparentemente menor utilização do CGI. Mas, por outro lado, as tais cenas são porcamente editadas, mal dando para entender direito o que está acontecendo. Refiro-me principalmente à primeira grande sequência de perseguição de carros e caminhões e sua montagem excessivamente picotada.

Outro problema, o roteiro fraco, até poderia ser resolvido com um bom diretor, mas, como não é o caso, a história fica boba mesmo, com o velho tema do resgate. No caso, o resgate do filho de John McClane (Willis), Jack (Jai Courtney), de uma prisão na Rússia. O que ele não sabia era que o sumido filho havia se transformado em um espião da CIA. O bom e velho McClane acaba se envolvendo na história e ajudando o filho. A missão do agente da CIA não passa de uma mera justificativa para as cenas de ação, não havendo lá muita importância. Basta dizer que envolve armas nucleares.

O clímax acontece na cidade deserta de Chernobyl. Curiosamente, no filme de horror CHERNOBYL, havia guardas impedindo a entrada de pessoas estranhas na cidade, até para evitar o envenenamento pela radiação, que ainda é muito forte no local. Isso não acontece neste quinto DURO DE MATAR. Uma explicação possível é que os roteiristas devem ter achado que se deter nisso poderia atrapalhar o ritmo do filme. Não foram muito felizes nesse sentido.

Assim como também não foram felizes na construção do complicado relacionamento entre pai e filho, que acaba não ganhando força nenhuma na trama. No mais, não faltam as tradicionais cenas absurdas (gostei do carro passando por cima do caminhão-cegonha), quedas de vários andares sem quebrar um osso do corpo, muito barulho (o som do cinema, em geral, nesses filmes, é potencializado) e um grande vazio ao se sair da sessão. Uma coisa é certa: se quiseram fazer um sexto filme, é bom que façam algo minimamente bom, já que os cinemas já andam abarrotados de lixo por todos os lados. Principalmente vindo de Hollywood.

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