segunda-feira, fevereiro 21, 2005

FISHER, DANTE E HOOPER



Ainda não consegui botar em dia todos os filmes que vi aqui no blog. Mas, aos poucos, vou escrevendo sobre os títulos, principalmente porque o meu ritmo de filmes vistos diminuiu bastante. Nesse fim de semana, por exemplo, eu só vi dois filmes inteiros. Um no cinema, SPARTAN, e outro em vhs. Muito pouco. Esses três títulos que comento agora têm em comum o fato de terem sido dirigidos por três cineastas que tiveram seus grandes momentos no gênero horror. Terence Fisher é considerado o melhor diretor da Hammer. Se não fosse por ele, a produtora inglesa não teria sido tudo o que foi. Joe Dante, se não tem feito mais filmes de horror desde os anos 80, pode-se ver em seus filmes várias homenagens ao gênero e ao seu mestre Roger Corman, como, por exemplo, em LOONEY TUNES: DE VOLTA À AÇÃO (2003), aquele longa com o Pernalonga. Já Hooper, até se poderia dizer que ele está em decadência, mas pelo menos ele continua firme como diretor especializado em terror. Gostei pra caramba do primeiro episódio de TAKEN (2002), que ele dirigiu. Jogo rápido no esquema três em um.

FRANKENSTEIN TEM QUE SER DESTRUÍDO (Frankenstein Must Be Destroyed)

Pena eu ter visto esse filme, que é o quinto da série Frankenstein da Hammer, sem ter visto o terceiro e o quarto. Com A VINGANÇA DE FRANKENSTEIN (1959), eu já tinha notado que Fisher teria condições de continuar com muita inventividade essa série com o grande Peter Cushing, sem precisar ficar preso à obra literária de Mary Shelley, como era o caso do primeiro filme - A MALDIÇÃO DE FRANKENSTEIN (1957). Não sei dizer o que aconteceu em O MONSTRO DE FRANKENSTEIN (1964) e E FRANKENSTEIN CRIOU A MULHER (1967), mas nesse quinto filme, o Barão Victor Frankenstein está escondido da polícia, por causa de suas experiências científicas envolvendo cadáveres. Nesse filme, ele chantageia um jovem médico e sua noiva para que eles o ajudem num transplante de cérebro. Ele planeja retirar o cérebro de um médico com o corpo doente e aplicá-lo num corpo saudável - se é que podemos chamar um cadáver de saudável. Depois desse filme, Fisher ainda faria FRANKENSTEIN AND THE MONSTER FROM HELL (1974), que marcaria o fim dos filmes do Barão na companhia inglesa - antes desse filme, foi feito HORROR DE FRANKENSTEIN (1970), mas nem participaram Fisher nem Cushing. Só não sei como é que o Barão pode ter escapado da morte no final de FRANKENSTEIN TEM QUE SE DESTRUÍDO. O dvd da Warner, se não oferece nenhum extra além do trailer original, pelo menos tem uma imagem ótima e em widescreen.

GRITO DE HORROR (The Howling)

Desde o início de minha cinefilia que tinha vontade de ver esse filme. GRITO DE HORROR (1981), de Joe Dante, é um dos mais importantes filmes do gênero da década de 80, além de ser comparável a O LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES, feito no mesmo ano. A principal diferença entre os dois filmes, no que se refere aos efeitos especiais da transformação do homem em lobo, é que no filme de Landis, a cena da transformação é mais lenta e o lobisomem tem mais aspecto de lobo, anda em quatro patas e tudo. Já no filme de Dante, o lobisomem aparece no estilo clássico, fica de pé e tem aparência mais monstruosa e assustadora. Prefiro o filme de Landis pelo elemento humor e por ter um ritmo mais rápido. O filme de Dante é mais lento e até me deu um pouco de sono lá pela metade - talvez o filme tenha envelhecido um pouco. Mas o final é inesquecível, hein, com a repórter virando lobisomem na frente das câmeras! O DVD da CineMagia está com qualidade ótima e ainda traz, como extra, um artigo do especialista Carlos Primati intitulado "O Lobisomem no Cinema".

NOITES DE TERROR (Toolbox Murders)

Angela Bettis, a protagonista do bacana MAY - OBSESSÃO ASSASSINA (2002) e da refilmagem para a tv de CARRIE (2002), é uma jovem que se muda para um prédio bem sinistro, junto com seu marido médico. Como o marido sai pra trabalhar, ela fica sozinha no prédio sem ter o que fazer e acaba notando coisas muitos estranhas. Ver NOITES DE TERROR (2003) me passou uma estranha sensação de familiaridade, como se eu já tivesse visto esse filme antes. Apesar de não ser um grande filme e a história ser meio fraca, é um filme que mantém o interesse até o final, com ótimo ritmo e cenas de assassinato bem interessantes. Não é o retorno triunfal de Hooper aos grandes filmes, mas dá pro gasto. Visto em DVD.

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