terça-feira, fevereiro 01, 2005

ANGELS IN AMERICA



Fiquei interessado em ver ANGELS IN AMERICA (2003) desde o dia que vi essa série arrastando vários Globos de Ouro (cinco). A série ainda ganhou 11 prêmios Emmy. Aí ela chegou no Brasil primeiro pela HBO. Fiquei bem a fim de ver, mas até hoje estou evitando mudar o meu pacote de tv por assinatura para acrescentar os canais HBO e Cinemax, já que teria que trocar até a antena para uma de recepção digital, o que resultaria em mais despesas. Ainda bem que a série saiu em DVD duplo.

Não tenho muito o que dizer da série. Achei um pouco cansativa e arrastada. Foi decepcionante pra mim, que esperava algo mais empolgante. Não que a série seja ruim. Longe disso. É um trabalho excelente de Mike Nichols, que está reconquistando o prestígio perdido em Hollywood, graças a ANGELS... e UMA LIÇÃO DE VIDA (2001), dois belos trabalhos para a tv, e agora também com o sucesso nos cinemas de CLOSER (2004). Mas a série parece estar muito presa ao texto original da peça de Tony Kuschner. Seis horas de duração não é brincadeira. Tive que ver a série em três dias para não ficar tão cansado.

Uma coisa que me incomodou foi aquela história do anjo aparecendo para o homossexual com AIDS e querendo que ele fosse um profeta. Não pelos efeitos especiais e pela performance dos atores, mas por não ter sido algo que tivesse um desfecho satisfatório e convicente.

Interessante como em 1985 as pessoas estavam mais alarmadas do que hoje, na era-Bush pós-11 de setembro. Mas isso é até fácil de entender, já que a AIDS tinha acabado de surgir e era uma doença que significava morte certa num curto espaço de tempo. Aí junta com a expectativa do fim do milênio e uma certa dose de paranóia do pessoal de esquerda contra o governo Reagan, e dos grupos religiosos, que temos um fim de mundo quase certo.

O elenco está excelente. Al Pacino tem o seu melhor papel há muito tempo. Ele faz um advogado de direita que contrai AIDS, mas nega até o fim sua homossexualidade e a doença. Nos piores momentos da doença é que vemos melhor o brilhantismo de Pacino. Meryl Streep está excelente em seus papéis múltiplos. Eu sou fã da Emma Thompson desde os tempos que ela era esposa do Keneth Branagh. Mesmo aparecendo pouco, ela é brilhante. Os outros atores - Jeffrey Wright, Mary-Louise Parker, Ben Shenkman, Patrick Wilson e Justin Kirk -, menos conhecidos, mas que têm papéis tão ou mais importantes na série também estão ótimos.

Eu odeio só ficar dizendo que ator tal está ótimo. Então, melhor parar por aqui, antes que o texto vá piorar ainda mais. Como eu disse, não tenho muito a dizer sobre ANGELS IN AMERICA.

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