quinta-feira, janeiro 02, 2014

I DRINK YOUR BLOOD



Recentemente adquiri um exemplar do livro Cemitério Maldito dos Filmes B, produzido pela Editora Estronho e com textos de vários amigos meus, entre eles Carlos Thomaz Albornoz, Laura Cánepa, Leandro Caraça, Osvaldo Neto, Otávio Pereira, Ronald Perrone, Leopoldo Tauffenbach e Cristian Verardi, todos especialistas em cinema de horror e afins. Os demais colaboradores eu não conheço. Trata-se de um livro que traz resenhas sobre filmes de baixo orçamento, organizado nas seguintes seções: 1) Cannibal, Slasher, Splatter Films; 2) Chambara/Artes Marciais; 3) Giallo; 4) Poliziesco/Policial Exploitation; 5) Blaxpoitation/Soul Cinema; 6) Nazisploitation/ Nunsploitation; 7) Sexploitation; 8) Exploitation na América Latina; e 9) Ozploitation/Canuxploitation.

Ao dizer que eu pretendia escrever textos sobre cada um dos filmes na ordem em que eles estão no livro, Osvaldo Neto falou que eu iria fazer um "Cemitério Maldito dos Filmes B – Versão 2.0". Não deixei de achar a ideia interessante. Então, hoje começo com o primeiro filme inédito (para mim) do livro – os dois primeiros, BANQUETE DE SANGUE e SPIDER BABY, você pode conferir aqui mesmo no blog. Assim, começo com este trabalho muito louco chamado I DRINK YOUR BLOOD (1970), de David E. Durston, uma autêntico clássico das grindhouses, inclusive começando com aquela vinheta que o Tarantino usou no início dos créditos de KILL BILL. (Foi no KILL BILL mesmo ou em À PROVA DE MORTE?)

O começo de I DRINK YOUR BLOOD já é bastante divertido: um grupo de adoradores de Satã está fazendo um culto no meio da floresta quando percebem que uma moça não convidada está por perto. Dois deles correm atrás da moça e a estupram. Não demora muito para que esse mesmo grupo de hippies satanistas apareça na pequena cidade da garota e comece a fazer confusão. O líder do grupo é particularmente maligno.

Depois de terem humilhado o avô da garota, eles recebem a vingança de um garotinho, que tem a ideia genial de matar um cachorro raivoso, tirar o sangue do bicho com uma seringa e depois aplicá-lo em pãezinhos que são oferecidos à turma do barulho. O resultado, explicado de maneira divertidamente "científica" por um dos médicos da cidade, é que eles apresentarão as mesmas características de um cão raivoso: babando direto, com medo de água, comportamento violento, vontade de comer carne crua etc. Enfim, é como se fossem zumbis, só que ainda mais feios, por causa da baba escorrendo.

I DRINK YOUR BLOOD não tem pretensões de ser mais do que divertido, mas a direção de Durston acaba sendo um achado, já que ele conduz muito bem a ação, que por ser cheia desses elementos absurdos acaba conquistando o espectador do início ao fim. Fico imaginando um casal indo namorar na sessão desse filme e acabar mais interessado no filme do que nos amassos, que podem ficar para depois.

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