sexta-feira, outubro 25, 2013

KICK-ASS – QUEBRANDO TUDO (Kick-Ass)



Muito provavelmente por não ter chegado aos cinemas de Fortaleza, até então não havia visto KICK-ASS – QUEBRANDO TUDO (2010), de Matthew Vaughn. Inclusive, a julgar pela classe com que o o diretor conseguiu sair da mesmice dos filmes de super-heróis Marvel com X-MEN – PRIMEIRA CLASSE (2011), já comecei a ver com bons olhos o seu trabalho. A partir da graphic novel de Mark Millar e John Romita Jr., Vaughn fez uma das mais interessantes histórias de heróis fantasiados dos últimos anos. Talvez por não serem super-heróis de verdade e haver uma liberdade maior para cenas de violência e uso de palavrões e ter um colorido todo especial, KICK-ASS tenha se tornado bastante querido por muitos. O motivo de eu ter visto o primeiro filme agora foi a estreia da continuação, que inclusive ainda nem vi.

Mas falemos do filme de Vaughn. Uma de suas vantagens é situar a ação em um suposto mundo real, em que não há pessoas fantasiadas de heróis para lutar contra bandidos, como nos quadrinhos. E é por causa disso que o protagonista, Dave Lizewski (Aaron Taylor-Johnson), fã de HQs, vive tão insatisfeito. Mesmo não tendo habilidades físicas para peitar bandidos armados ou não armados em becos escuros, ele resolve comprar uma roupa de herói na internet e vai à luta, escondendo de todos a sua identidade secreta.

Sua identidade secreta, aliás, é semelhante à de Peter Parker antes de se tornar o Homem-Aranha, isto é, ele é um sujeito praticamente invisível para as garotas, nível de popularidade zero, e ainda sofre bullying. Paralelamente, acompanhamos a história da garotinha que seria conhecida por Hit-Girl, vivida por uma ainda muito jovem Chloë Grace Moretz, que na época ainda não era muito conhecida e tinha apenas 13 anos. Agora, com papeis de destaque em filmes como DEIXE-ME ENTRAR (Matt Reeves), A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Scorsese), SOMBRAS DA NOITE (Burton) e prestes a estrear no Brasil com a nova versão de CARRIE, A ESTRANHA, até já se pode falar no sex appeal da garota.

Mas, naquela época, deve ter sido muito estranho ver uma garotinha tão jovem matando sem dó nem piedade os bandidos (ela foi treinada pelo pai, vivido por Nicolas Cage) e com um arsenal em casa. É ela quem salva a pele do desastrado Kick-Ass. A personagem fez tanto sucesso que, ao que parece, no segundo filme ela se destaca ainda mais.

Destaque também para o mini-vilão interpretado por Christopher Mintz-Plasse, o McLovin', de SUPERBAD – É HOJE, no papel de Red Mist. Filho de um mafioso cujos homens estão sendo mortos supostamente por Kick-Ass, o fenômeno da internet, e o grande defensor dos oprimidos da mídia, Red Mist sabe como entrar em contato com o novo herói fantasiado, para, então, colocá-lo em uma cilada.

Com um ritmo muito agradável, cores lindonas, personagens muito divertidos (muito boas as cenas de Dave com o seu objeto de desejo, uma garota que pensa que ele é gay), e a segurança na direção de Vaughn, é até natural imaginar que a continuação, a cargo de outro diretor, não estará à altura do original. Enquanto isso, há outro elogiado filme de Vaughn que permanece inédito para mim, STARDUST – O MISTÉRIO DA ESTRELA (2007). Qualquer dia eu compenso essa falha.

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