quinta-feira, abril 08, 2010

MINHA VIDA (My Life)



Ok, vamos ver se eu consigo escrever alguma coisa com as pontas dos dedos quase congeladas. Antes de mais nada, aproveito pra dizer que estou adorando estes dias em São Paulo, a carinhosa acolhida dos amigos, a hospitalidade do Michel, o companheirismo do Aguilar. E eu adoro a própria cidade. Identifico-me pra caramba com isso aqui. Mas o relatório completo da viagem, com direito a fotos, fica pra segunda ou terça-feira. O que eu vou tentar agora é atualizar o blog pra que ele não fique tão parado durante a semana e pra vocês não enjoarem da foto da Valérie Kaprisky aí abaixo. :)

Ontem estava num papo super-agradável num café aconchegante com a Alê e o Michel e em certa hora conversamos sobre filmes que fazem chorar. Nem lembro qual filme iniciou essa discussão, mas eu mencionei dois que são recordistas em derramamento de lágrimas pra mim. Um é OS ÚLTIMOS PASSOS DE UM HOMEM, de Tim Robbins; o outro é este MINHA VIDA (1993), único filme dirigido por Bruce Joel Rubin, roteirista de GHOST – DO OUTRO LADO DA VIDA (1990) e ALUCINAÇÕES DO PASSADO (1990). E acabei de ver no IMDB que ele também fez o roteiro do recente TE AMAREI PARA SEMPRE (2009).

A Alê não estava lembrando muito bem qual era o filme em questão e eu fui contar mais ou menos como era o enredo. E só de começar a contar já bateu logo uma vontade de chorar. Antes de me ver numa situação constrangedora, interrompi logo o relato. Até porque ela já havia lembrado. A primeira vez que vi o filme foi na época do lançamento, acho que em 93 ou 94, no extinto Cine Diogo. Foi um negócio tão intenso que eu comecei a chorar logo do começo e o choro só aumentava à medida que o filme se aproximava do lindo e triste final. Devo ter saído desidratado, com tanta perda de líquidos. :)

Na trama, Michael Keaton é um sujeito que tem tudo na vida para ser feliz. Um bom emprego, uma vida estável, uma mulher linda e carinhosa (Nicole Kidman), que está grávida de um filho seu. O grande problema é que ele está com câncer em estágio muito avançado, sem chance de tratamento. E ele começa a gravar vídeos para deixar para o filho, que não conhecerá o pai. Diante de situação tão dramática, ele gostaria pelo menos de contrariar a previsão dos médicos e conseguir estar vivo para ver o seu filho nascer. Tenta, inclusive, visitar uma espécie de curandeiro chinês, mas isso só o ajuda em algumas coisas. Há também o difícil relacionamento com os pais, que é outra situação que contribui para momentos de muita emoção, lá perto do final.

Sei que muita gente considera esse filme um melodrama vagabundo e eu até temia pensar assim também na revisão, mas o fato é que mesmo com a cópia toscamente dublada e fora de sincronia que eu baixei, não consegui me conter. Conheço gente que odeia esses melodramas sobre doenças, mas eu já vejo como uma grande oportunidade para agradecermos por cada momento de nossa vida. Por podermos andar, conversar, comunicar, sorrir, abraçar os amigos queridos, entre tantas outras coisas que a vida nos proporciona. Diante da tristeza, podemos celebrar a vida. Isso não é fantástico?

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