domingo, abril 11, 2010

CASO 39 (Case 39)



Não seria o filme que estaria nos meus planos ver. Mas o horário, a localização, a chuva e o compromisso com os amigos em poucas horas fez com que eu encarasse este CASO 39 (2009) como uma opção viável. E como eu gosto de filme de horror, mesmo os mais vagabundos, um a mais não faria mal. O filme, dirigido pelo cineasta alemão responsável também pelo recente PANDORUM (2009), Christian Alvart, me fez lembrar, na premissa, o bem superior A ÓRFÃ, de Jaume Collet-Serra, que também mostrava uma garotinha aparentemente inocente sendo adotada por uma família e causando estragos brutais. A diferença é que Alvart não tem um décimo da elegância de Collet-Serra e conduz um filme banal e cheio de clichês manjados. O filme nem serve para apavorar famílias dispostas a adotar crianças.

Na trama, Renée Zellweger (aqui, menos irritante do que em seus filmes anteriores) é uma assistente social que cuida de casos de famílias problemáticas, onde as crianças são frequentemente vítimas da violência dos pais. Ela é uma mulher solteira que se dedica bastante ao trabalho e se envolve tanto com seu ofício que até deixa de lado um pouco a vida pessoal/sentimental. Na visita de rotina que faz à família do mais recente caso que ela recebe, fica apavorada com o comportamento bizarro dos pais diante daquela criança de olhar inocente. Depois de salvar a menina de ser morta pelos pais, ela acaba por adotá-la. O resto já se pode imaginar, ainda que algumas surpresas, não necessariamente boas, surjam no decorrer da trama.

Aos poucos, o filme vai se assumindo como filme de horror, mas à medida que isso acontece, mais o filme vai caindo num buraco e tudo o que eu queria era que aquilo acabasse logo. Aliás, ainda que não seja exatamente um filme que aborreça – até tem um bom andamento narrativo -, é tão manjado e ainda conta com momentos de sustos totalmente toscos (o que é aquele bicho correndo no meio da rua?) que a impressão que se tem é que ele tem mais de duas horas de duração. Ainda assim, pode ser encarado como diversão despretensiosa. Entre os melhores momentos, estão as cenas de Zellweger com os pais da garota no hospício e os ataques que as vítimas da garota sofrem, especialmente a sequência de Ian McShane com o cachorro preto.

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