sexta-feira, agosto 09, 2013

A 20 MILHÕES DE MILHAS DA TERRA (20 Million Miles to Earth)



Os filmes de ficção científica da década de 50 têm um sabor especial. Mesmo os que não se mostram tão brilhantes assim. Como é o caso de alguns dirigidos por Nathan Juran. Ligo o nome do diretor a certa falta de maior brilhantismo por causa principalmente de A MULHER DE 15 METROS (1958), um desperdício de uma mulher como Allison Hayes em um filme um tanto vagabundo, mas que tem os seus momentos de diversão, resultado da própria intenção do filme de trabalhar com os resultados de radioatividade extraterrestre na protagonista.

Como naquela época havia o pânico dos americanos de serem vitimados por uma bomba atômica, talvez por causa do que eles fizeram aos japoneses em 1945, juntando ao fato de estarem constantemente achando que poderiam iniciar uma guerra nuclear com os soviéticos, o cinema de horror praticamente se juntou com a ficção científica. E nunca em nenhuma outra década os dois gêneros estiveram tão unidos.

No caso de A 20 MILHÕES DE MILHAS DA TERRA (1957), o terror também vem do espaço, quando um grupo de astronautas voltando de uma missão a Vênus cai no mar da Sicília e um deles é salvo por pescadores. Um garoto encontra uma cápsula estranha e a leva para um cientista local, que fica impressionado com o que vê: uma pequena criatura parecida com um réptil com algo próximo de um humanoide. Mas o mais interessante: sua velocidade de crescimento é assustadora.

O que diferencia bastante A 20 MILHÕES DE MILHAS DA TERRA de A MULHER DE 15 METROS é a qualidade do trabalho de Ray Harryhausen, falecido no último dia 7 de maio, conhecido como o grande mago dos efeitos especiais. Este homem fazia milagres com animação stop-motion e efeitos especiais que encantaram audiências de todas as idades. Quem é da minha geração deve lembrar com saudade dos filmes de Simbad nas sessões da tarde. Boa parte deles tiveram auxílio desse fantástico senhor.

A 20 MILHÕES DE MILHAS DA TERRA perde um pouco da força à medida que se aproxima do final, quando nos acostumamos com os efeitos especiais, embora não deixe de ser divertido ver o monstro venusiano atacando um elefante, por exemplo. Essa e a sequência final lembram bastante KING KONG, o imbatível original, dos anos 1930. Pena que Juran não seja um grande diretor e não garanta que a diversão e o excelente trabalho de Harryhausen façam de mais este filme B daquela época algo maior.

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