quinta-feira, julho 18, 2013

SHARKNADO



Orçamento estimado do telefilme SHARKNADO (2013): um milhão de dólares. Orçamento estimado de O CAVALEIRO SOLITÁRIO: 250 milhões. O primeiro é uma grande bobagem, mas divertida pra caramba. E teve uma repercussão inesperada nas redes sociais quando de sua exibição no canal SyFy. Produção da Asylum, famosa por produzir picaretagens sem medo e sem vergonha de ser feliz. Já O CAVALEIRO SOLITÁRIO, que gastou 250 vezes o que gastou a produção da Asylum, é uma chatice estufada que serviu para os executivos da Disney quebrarem a cara e pensarem duas vezes na hora de investir tanto com essa turminha de PIRATAS DO CARIBE. Mas deixemos para outro dia o filme de Verbinski. Falemos dessa coisa, digamos, impressionante, que é SHARKNADO.

O que chama a atenção nesta modesta produção da Asylum é o absurdo da situação: juntar num mesmo filme tornados e tubarões. E além de a ideia em si ser absurda, há várias situações também absurdas, o que só torna o filme mais interessante, o que não quer dizer que seja necessariamente bom. Seria o caso de filme que, de tão ruim, chega a ser bom. Ou quase. Afinal, é preciso relevar um monte de coisas para embarcar nessa viagem maluca protagonizada por Ian Zering, o Steve, de BARRADOS NO BAILE.

Curiosamente, o primeiro nome que aparece nos créditos não é o dele, mas de Tara Reid, que se mostra impressionantemente perdida no filme. Ambos são astros decadentes, mas Zering está muito à vontade em seu papel, enquanto Tara parece estar se sentindo uma grandissíssima idiota de tão canastra. Além de Zering, vale destacar Cassie Scerbo no papel da garçonete Nova, que, segundo as palavras do próprio personagem de Zering, fica gostosa (hot) sempre que usa uma arma de fogo para matar um tubarão.

A trama, além de mostrar jovens perseguidos por tornados e tubarões, dá espaço também para lidar com os problemas familiares do personagem de Zering, separado de Tara, que não quer vê-lo, nem quer que ele visite a filha (Aubrey Peeples, na foto, prestes a ser comida por um tubarão). Na verdade, esse pequeno detalhe serve apenas para dar um pouco de humanidade aos personagens, o que quase funciona. O que importa mesmo é se divertir com as situações rocambolescas do filme, que só se acumulam até o seu grandioso final, envolvendo uma motosserra.

Não sei se o mundo vai ser um lugar melhor para viver com filmes como esse, mas com certeza esse tipo de produção despretensiosa faz muita gente rir. O que não precisamos é de filmes como aquele que eu citei como exemplo de superfaturamento e de ladrão de nosso tempo e dinheiro.

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