sexta-feira, abril 12, 2013

EMANUELLE E OS ÚLTIMOS CANIBAIS (Emanuelle e gli Ultimi Cannibali)



Se o espanhol Jesús Franco, falecido recentemente, é chamado de "o homem dos 200 filmes", o mesmo pode ser dito do italiano Joe D’Amato, que, pelo menos no IMDB, consta com essa mesma quantia de títulos dirigidos. Alguns deles foram de filmes pornôs e pouco se conhece dos últimos trabalhos, provavelmente feitos sem o menor capricho. Nos anos 1970, porém, é possível encontrar obras bem interessantes de D’Amato, entre elas este EMANUELLE E OS ÚLTIMOS CANIBAIS (1977), que soube aproveitar duas coisas que estavam na moda: os filmes estrelados por Laura Gemser, a Emanuelle Negra, e o chamado ciclo canibal.

Sobre este último, vale dizer o quanto ele foi importante para o cinema de horror produzido na Itália e o quanto esses filmes eram convincentes na utilização dos efeitos especiais, em especial nas cenas em que os canibais arrancam pedaços dos corpos de suas vítimas. Para dizer o mínimo, já que um filme como CANIBAL HOLOCAUSTO, de Ruggero Deodato, foi capaz de muito mais, e é até hoje tido como um dos títulos mais violentos de todos os tempos.

Mas o curioso é que tanto este filme de Joe D’Amato quanto o primeiro filme de canibais de Deodato, O ÚLTIMO MUNDO DOS CANIBAIS, são do mesmo ano. E ambos os filmes exploram também a sexualidade, sendo que ainda prefiro o de Deodato, que conta com uma índia canibal linda de morrer. Já o filme de D’Amato é um exploitation descarado, com várias cenas em que a aventura para apenas com o objetivo de observarmos os corpos nus das atrizes ou de vermos alguma cena de sexo simulado. Inclusive, a cena de Laura Gemser tomando banho nua no rio com a loirinha Mónica Zanchi é de uma taradice adorável.

Na trama, a jornalista Emanuelle é chamada para cobrir uma reportagem sobre os índios canibais da Amazônia. Além de aceitar, ela ainda resolve dar umazinha com o especialista em canibais que a levaráa para a selva. Chegando na Amazônia, forma-se um grupo para adentrar a mata selvagem e a aventura começa logo cedo, quando Emanuelle é enlaçada por uma jiboia. E isso é só o começo, pois os canibais estão ao redor, prontos a pegá-los, um a um.

Quanto a Laura Gemser, impressionante como ela é sensual, ainda que o seu corpo, para os padrões de hoje, nem seja assim tão bonito. Mas ela tinha algo especial, que justificava seu sucesso num tipo de cinema que sobreviveu durante um bom tempo.

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