segunda-feira, julho 06, 2009

TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS (Transformers: Revenge of the Fallen)



Eu me acho um sujeito muito teimoso. Se não gostei do primeiro TRANSFORMERS (2007), o que é que eu fui fazer nessa tortura que é a sessão de TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS (2009)? Pelo menos o filme quase me fez chorar em diversos momentos. A primeira vez foi quando eu olhei pro relógio e vi que ainda faltavam duas horas de filme. As outras vezes foram semelhantes, mas eu já olhava para o lado positivo e, pensando como o Papai Smurf, dizia pra mim mesmo: "falta pouco". E só com muito bom humor mesmo pra curtir mais essa sucata de Michael Bay. E se dizem que o filme é legal por causa dos efeitos especiais, eu digo que desde 1993, com JURASSIC PARK, que eu não me impressiono mais com efeitos visuais. Hoje em dia, ao mesmo tempo em que tudo parece possível, tudo parece falso também.

Um caso patológico, esse do Michael Bay. O sujeito deve se masturbar olhando para carros. Ou então, deve ter pulado aquela parte da infância quando a gente gosta de brincar de carrinhos batendo um no outro e fazendo "pow!". Eu lembro que gostava bastante. E hoje em dia até gosto de ver uma boa cena de batida de carro no cinema, mas quando é feita com realismo e violência. Do jeito barulhento, picotado e sem graça dos filmes dos robôs gigantes, eu não curto muito não. Mas olhando mais uma vez pelo lado positivo, se no filme anterior tinha a Megan Fox, neste segundo tem a Megan Fox e outra moça bonita, a novata Isabel Lucas. Aliás, eu diria que a única coisa aproveitável do filme é a cena dela deitada em cima do Shia LaBeouf. Nessa sequência, Bay usou elementos de filmes de horror que funcionariam melhor se a personagem fosse mais aproveitada.

Em vez disso, temos que nos contentar com a prioridade àquelas falas horríveis dos robozões, principalmente dos Decepticons, os robôs perversos. E quando o líder dos Autobots morre, impressionante como Bay não consegue passar nenhum sentimento. Nem a música em tom solene nem o olhar de LaBeouf ajudam. E quando Bay tenta fazer piada, então? Outro fiasco. Talvez se fosse outro diretor, as cenas dos pais do personagem de LaBeouf seriam até divertidas. Mas ou Bay não se esforça ou, pior, ele se esforça e não consegue. Provavelmente ele está apenas interessado na parte técnica do trabalho. Com os efeitos visuais, principalmente.

Outra coisa digna de estudo no filme é a noção de tempo. O tempo funciona de outra maneira em TRANSFORMERS 2. A série 24 HORAS perde feio na comparação. Em determinada cena, Megan Fox diz que vai pegar um avião para visitar o namorado. Ela chega tão rápido que nem se fosse de jatinho teria dado tempo. Mas não vejo isso como um grande problema do filme. É apenas curioso. Como se Bay sofresse de uma forte ansiedade, que o impedisse de fazer um plano-sequência de mais de dez segundos. Inclusive, para não perder muito tempo, numa cena em que se passa no Egito, é tão mais rápido quando se pode usar o recurso do teletransporte, não é? Espero que, por causa disso, ele nunca queira fazer um filme da série STAR TREK. Quem consegue escapar e ainda fazer um papel digno é John Turturro. Mesmo com a edição picotada e tudo mais, ele rouba as cenas sempre que aparece. Quanto a Megan Fox, eu estou bem interessado no trabalho dela em JENNIFER'S BODY, sobre uma cheerleader possuída pelo demônio ou algo do tipo, com roteiro da Diablo Cody. Ela também vai ganhar um papel de destaque em JONAH HEX. Quer dizer, em breve poderemos ver se ela é mais do que um rosto e um corpo bonitos.

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