quinta-feira, abril 23, 2009

EVOCANDO ESPÍRITOS (The Haunting in Connecticut)



Quem me conhece sabe que eu costumo encarar com boa vontade os filmes de terror mais malhados que aparecem nos cinemas. Isso porque o gênero em si me atrai. Claro que nem sempre eu saio satisfeito da sala, mas dificilmente eu me arrependo de ter ido ver o tal filme. No caso de EVOCANDO ESPÍRITOS (2009), o que mais me interessou, além da trama de casa mal assombrada que a gente está acostumado a ver, foi a abordagem dos chamados ectoplasmas. Lembro que um amigo espírita da época do colégio, em tempos de descoberta da doutrina kardecista, me mostrou algumas fotos desse fenômeno de materialização que me deixaram curioso. E eu nunca tinha visto um filme de terror tratar desse assunto com seriedade antes. Por isso, por mais que EVOCANDO ESPÍRITOS não seja tão eficiente como construtor de uma atmosfera de horror, ele traz algumas novidades. O caso da retirada da pálpebra dos mortos é especialmente interessante, além de causar certo mal estar.

Na trama, Virginia Madsen é a mãe de família que está lidando com o difícil tratamento de seu filho adolescente contra um câncer. Como eles moram numa casa que fica distante do hospital, eles resolvem se mudar para uma mais próxima, como uma maneira de dirimir os gastos. A casa que eles alugam é uma pechincha. Um detalhe é que ela já havia sido uma funerária e uma espécie de centro espírita também. O que eles não sabiam é que o histórico da casa é mais pesado do que se podia imaginar. O jovem com câncer passa a ter visões de um outro adolescente morto que passa a atormentá-lo. Como é de esperar nesse tipo de filme, logo surge alguém para esclarecer o caso. No filme, esse alguém é Elias Koteas.

A sessão em que fui, no North Shopping, estava lotada de adolescentes, que pareceram bem entusiasmados com o filme, assustando-se e rindo dos próprios sustos. Quanto a mim, não lembro de nenhum susto em especial. Acho que por já estar mais acostumado com os clichês. Por isso, não fiquei nem um pouco impressionado. Mas meu interesse se intensificou na tal cena da sessão espírita que mostra a materialização de um ectoplasma. Bem bizarro aquilo. Quanto às fotos dos mortos, se a intenção foi trazer mais terror para o filme, a exemplo do que aconteceu com OS OUTROS, o recurso fica com aspecto requentado. No elenco, destaque também para Amanda Crew, o interesse amoroso do protagonista de SEX DRIVE - RUMO AO SEXO.

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