terça-feira, outubro 11, 2005

ALIAS: CODINOME PERIGO - 1ª TEMPORADA (Alias - First Season)



Meu interesse por ALIAS começou quando o Renato me falava entusiasmado que assistia um episódio atrás do outro e não tinha vontade de parar mais de ver a série. Não tinha como não ficar curioso. O interesse pela série aumentou por causa do fenômeno LOST, criada pelo mesmo J.J.Abrams. Se ALIAS não teve, pra mim, o mesmo impacto de LOST, ao menos o final dessa primeira temporada (2001/2002) me deixou com ótima impressão e bem a fim de ver como as coisas irão se desenrolar na "segundona" - nas locadoras e lojas, a série já está disponível até a terceira temporada.

A vantagem (financeira) de se alugar o DVD de ALIAS é que cada DVD vem com dois discos, com cerca de 4 episódios em cada disco. Quando não dá tempo de ver tudo até o dia de eu devolver o DVD (o que sempre ocorre) é só gravar os episódios ainda não vistos numa fitinha VHS para eu ver depois, com calma.

O que me incomodou na série foi uma certa repetição da mesma estrutura em quase todo episódio. Sempre se começa com Sydney Bristol (Jennifer Garner) agindo no mundo da espionagem e saindo de alguma situação perigosa, depois entra a vinheta com a música instrumental (bem legal), aí mostram cenas da vida dupla dela, seus poucos amigos, sua relação com a CIA e com a SD-6, a missão e a contramissão e, novamente, uma cena de perigo pra ficar como gancho para o próximo episódio.

J.J.Adams se mostrou um excelente enrolão. As coisas vão acontecendo de maneira muito lenta nos 22 episódios que compõem essa temporada. Alguns mistérios permanecem insolúveis. Por isso que quando vi o season finale, o episódio "Almost Thirty Years", fiquei bem entusiasmado. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Foi o melhor que eu vi até agora da série.

Um dos personagens mais interessantes de ALIAS é o chefe da SD-6, o Sloane (Ron Rifkin). Ele é odioso, mas há momentos em que a gente até gosta dele. Por isso que o drama de Sydney é tão complexo. Ela, ao mesmo tempo que quer destruir a SD-6, não deixa de gostar daqueles que trabalham lá. O personagem do pai da Sydney, o Jack Bristol (Victor Garber) é outra criatura interessante. A cena do episódio final, dele matando um dos traidores da CIA é surpreendente, até lembrando a violência semi-terrorista de Jack Bauer em 24 HORAS.

Entre os episódios de maior destaque dessa primeira temporada, há a participação memorável de Quentin Tarantino, confesso fã da série, lá pelo meio da temporada. Também gosto dos episódios em que Sydney é presa pela CIA por ser considerada uma ameaça à segurança nacional por causa de uma profecia de Rambaldi. E parece que essa novela do Rambaldi ainda vai persistir nas temporadas seguintes.

O último DVD vem com o making of do piloto da série. Legal que a cena de Sydney rebolando no aeroporto foi feita ao som de uma música do Moby. Ficou bem sexy. Interessante que a cena em que ela cai num lago dentro do carro foi feita pela própria Jennifer Garner e não por uma dublê.

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