DIÁRIO DE UM CINÉFILO |
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Comentários sobre filmes por Ailton Monteiro, cinéfilo de Fortaleza.
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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2012
A MULHER DE PRETO (The Woman in Black) ![]() Muito bom ver o cinema britânico de horror sendo revitalizado. E com uma produtora lendária como a Hammer ainda por cima, que fez sua marca com o horror gótico e estiloso que abrilhantou o cinema nas décadas de 1950 a 1970. A MULHER DE PRETO (2012) ainda conta com a presença na direção de James Watkins, que havia estreado com o pé direito com o ótimo SEM SAÍDA (2008), que saiu direto em vídeo no Brasil. Mas talvez o maior chamariz de A MULHER DE PRETO, para que ele faça sucesso perante o grande público, seja a presença de Daniel Radcliffe, que não pretende ser o Harry Potter para o resto da vida. E até que ele se saiu bem, ainda que, no começo do filme, não deixa de ser estranho vê-lo desempenhar papel de pai, devido à sua aparência ainda muito jovem. Radcliffe interpreta um advogado viúvo (a esposa morreu no parto) enviado a um vilarejo afastado para cuidar dos documentos de um cliente recém-falecido, deixando com a empregada o seu filho de quatro anos. Ao chegar ao local, ele logo percebe que praticamente todos os habitantes lhe são hostis. O lugar tem uma atmosfera carregada de brumas, o que acentua o clima gótico do filme, que quase não mostra carros, devendo se passar entre a virada do século XIX para o início do século XX. A MULHER DE PRETO é cheio de elementos clássicos dos filmes de fantasmas: portas rangendo, velas para dar um pouco de luminosidade a um ambiente totalmente escuro, teias de aranha, bonecas nos quartos e, principalmente, uma velha mansão assombrada por fantasmas que surgem de vez em quando para assustar a audiência. E devo dizer que há tempos não se via um filme de horror de fantasmas que assustasse tanto o público. Apesar dos clichês já velhos conhecidos, Watkins consegue fazer um ótimo trabalho, a ponto de deixar muita gente no mínimo arrepiada. A cena da cadeira de balanço talvez seja o grande momento. Destaque também para a belíssima direção de arte e para a fotografia de Tim Maurice-Jones. De dar gosto de ver na telona. Há uma outra adaptação do mesmo romance de Susan Hill que foi produzida em 1989 para a televisão britânica com o mesmo título, THE WOMAN IN BLACK. |