sexta-feira, janeiro 08, 2010

SEMPRE AO SEU LADO (Hachiko - A Dog's Story)



Se o primeiro filme visto em 2010 foi uma experiência muito agradável (FÉRIAS FRUSTRADAS DE VERÃO), o último visto em 2009 também me agradou bastante. Nunca pensei que pagaria para ver um "filme de cachorro" no cinema. Acho que tenho um pouco de preconceito com o "gênero", devido às minhas experiências com a Lassie nas antigas sessões da tarde. Tanto que até hoje não vi ainda MARLEY & EU. Por isso fiquei tão surpreso com SEMPRE AO SEU LADO (2009), refilmagem do japonês HACHIKO MONOGATARI (1987). Lasse Hällstrom é um diretor sem muita personalidade, mas que de vez em quando acerta. Ele tem um cuidado visual que sempre é destaque em seus filmes. E isso novamente se repete nessa história de amor entre um homem e um cão. Na verdade, com ênfase no amor do cão pelo seu dono.

Já soube de algumas pessoas que não choraram com o filme e até o acharam um pouco frio, mas eu sinceramente não consigo entender como não se emocionar. A cena do cachorro pegando a bola para entreter Richard Gere é especialmente mágica e que antecipa uma enxurrada de lágrimas que virão até o final. Hällstrom teve a sorte de pegar uma história fascinante e ainda por cima real. O cão Hachiko tem até uma estátua na estação onde costumava esperar o seu dono. Não vi o original japonês, mas não vi nenhum problema na transposição da trama para os Estados Unidos dos dias de hoje. A fluidez narrativa do filme também é um ponto forte. Ainda que a emoção e as lágrimas estejam presentes na maior parte, há um sentimento de serenidade que me parece herdada do espírito japonês.

Na trama, narrada com simplicidade, Richard Gere é um professor que encontra por acaso um filhote da raça akita na estação. Tenta deixá-lo na própria estação, mas o amigo (Jason Alexander) diz que o máximo que pode fazer é levar o bichinho para um canil. Temendo pela vida do animal e já sentindo um elo de ligação com ele, o personagem de Gere resolve levá-lo para sua casa, até o dono aparecer. Não sem encontrar alguma resistência por parte da esposa (Joan Allen), que não quer saber de cachorro em casa. Mas apegar-se a um cachorro é bem mais fácil do que se imagina e eles acabam ficando com o cão, que se mostra a cada dia mais fiel e amoroso. Segue o dono até a estação e, na volta, lá está ele, à sua espera. Hachi fica tão famoso na praça da estação que todos dali, como o vendedor de cachorro-quente e outros que ali trabalham ou passam, se apegam a ele. Não vou contar aqui o que acontece para que o filme se torne assim tão emocionante, mas algumas pessoas podem prever e alguns textos sobre o filme já entregaram. O melhor mesmo é ver o filme sem saber muito. Apenas curtindo o fluxo dos acontecimentos e deixando-se levar pela bela história.

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