segunda-feira, maio 18, 2009

PRISON BREAK – A QUARTA TEMPORADA COMPLETA (Prison Break – The Complete Fourth Season)



Já estava até triste com os rumos e com a forma desleixada como a Fox estava tratando uma de suas séries mais populares e lucrativas. Especialmente após o hiato de vários meses – que já foi um desrespeito para uma série que prima pelo ritmo, pela adrenalina. Felizmente, o final reservado para a quarta temporada de PRISON BREAK (2008-2009) foi belo e poético. Mais até do que o final da terceira, que foi ao som de "Llhorando", a versão em espanhol de "Crying", do Roy Orbinson. Dessa vez, a canção escolhida foi a linda "Lay it down slow", do Spiritualized. Inclusive, assisti o finalzinho duas vezes, e nas duas vezes, eu chorei copiosamente. O conjunto da música, das imagens, e, principalmente, do carinho que a gente tem pelos personagens, tudo contribui para um momento de grande emoção, que funciona como um prêmio para o espectador que acompanhou fielmente as aventuras de Michael Scofield e cia. durante esses quatro anos.

A quarta temporada começa de maneira pouco satisfatória, com os roteiristas forçando a barra para reunir o time de ex-presidiários – inclusive T-Bag, Bellick e Sucre, que estavam presos em Sona, no Panamá - para formar um grupo com a finalidade de capturar Scylla, uma engrenagem eletrônica que tem uma importância ainda desconhecida. Ainda que perto do final da temporada finalmente saibamos do que se trata, Scylla funciona mesmo como um mcguffin, uma maneira de impulsionar a ação. O grupo é formado também por Michael Scofield, Lincoln Burrows, Sara Tancredi (sim, ela está viva, para alegria de Michael e dos fãs) e Alexander Mahone. Em troca, eles ganhariam a tão sonhada liberdade. Sabe-se que tudo isso é uma mera desculpa para a ação e o suspense. Porém, uma vez que se aceita e se releva isso, os episódios funcionam bem, seguindo a linha "homens numa missão" e séries de espionagem com influências de MISSÃO: IMPOSSÍVEL. O que já é algo positivo, pois traz novo fôlego para a trama.

Assim como sua prima mais próxima, 24 HORAS, PRISON BREAK também é cheia de reviravoltas na trama e de vilões que surgem, morrem e novos vilões aparecem. O primeiro vilão da temporada, um assassino frio e sanguinário que trabalha para o General Jonathan Krantz, é um dos melhores vilões da série. Dá para compará-lo com psicopatas de filmes de horror. Tanto que quando ele morre, boa parte da série morre junto com ele. Nessa última temporada, o mistério envolvendo a mãe de Scofield é revelado, trazendo algumas surpresas, ainda que, lá pelo final, o excesso de reviravoltas traga um pouco de indiferença ao espectador. A sorte é que o fechamento foi muito feliz. Não feliz no sentido de alegre, mas no sentido de acertado. Os minutos finais de PRISON BREAK destoam da temporada inteira, mas funcionam como um tributo respeitoso aos nossos heróis. Em especial, a Michael Scofield.

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