quarta-feira, outubro 26, 2016

SEIS COMÉDIAS AMERICANAS



No velho esquema "pouco tempo e muitos filmes para escrever a respeito", segue mais uma postagem "drops", desta vez só com comédias americanas recentes. Excetuando FÉRIAS FRUSTRADAS (2015), que eu achei bem divertido na época em que vi, mas lembre muito pouco dele agora, os demais são apenas filmes fracos ou problemáticos. Um deles, inclusive, AMERICAN ULTRA – ARMADOS E ALUCINADOS (2015), chegou a entrar na minha lista de piores do ano passado. Talvez eu tenha exagerado, mas ele segue sendo o pior entre os seis exemplares abaixo.

FÉRIAS FRUSTRADAS (Vacation)

Quem não lembra com carinho de FÉRIAS FRUSTRADAS (1983), o original de Harold Ramis estrelado por Chevy Chase, que tantas vezes teve exibição na Rede Globo? Acho que eu chego a lembrar mais das continuações, até. De todo modo, o remake me pareceu mais uma homenagem do que uma tentativa de lucrar em cima da fama do original. Dirigido por John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein, o novo FÉRIAS FRUSTRADAS traz Ed Helms no papel que foi de Chase e Christina Applegate como a esposa. A história é simples: homem de família média americana, na tentativa de esquentar a vida sexual com a esposa e de se reconectar com os filhos, faz uma viagem que considera ideal, a viagem que fizera com o pai quando adolescente. O que ele não esperava é que as aventuras se tornassem desventuras. O filme tem uma personalidade própria, mas também não chega a ser tão memorável assim. Eu mesmo já esqueci de quase tudo.

AMERICAN ULTRA - ARMADOS E ALUCINADOS (American Ultra)

O que acaba sendo o grande atrativo de AMERICAN ULTRA – ARMADOS E ALUCINADOS, de Nima Nourizadeh, é a nova parceria de Jesse Eisenberg e Kristen Stewart, que já haviam feito juntos o ótimo FÉRIAS FRUSTRADAS DE VERÃO e que voltariam a se reunir em CAFÉ SOCIETY, o novo do Woody Allen. Infelizmente AMERICAN ULTRA incomoda bastante por se afastar bastante da comédia, que dá o tom do ponto de partida, para ganhar contornos de blockbuster barulhento e cheio de efeitos especiais. Ao menos os americanos podem se dar a esse luxo, mas acabaram perdendo a chance de fazer uma boa comédia de maconheiros, a exemplo do que faz a turma de Seth Rogen, Judd Apatow e cia. Na trama, um maconheiro que trabalha em uma loja de conveniência descobre ter super-habilidades físicas, ao mesmo tempo que também descobre que está sendo alvo de um grupo ultrassecreto.

COMO SER SOLTEIRA (How to Be Single)

Entre as várias comédias com mulheres que têm surgido recentemente, COMO SER SOLTEIRA (2016, foto) até que tem o seu charme. Principalmente pela presença de Dakota Johnson, que aos poucos tem ganhado mais visibilidade. Muito por causa de CINQUENTA TONS DE CINZA. Nesta comédia, ela se mostra bastante à vontade no papel de uma jovem que leva o fora do namorado e que fica meio perdida tentando refazer sua rotina de vida, desta vez como solteira, e agora com a presença de uma nova amiga, vivida por Rebel Wilson, que até tenta ser engraçada, mas eu infelizmente não consigo gostar. Mas também não dá pra desgostar, já que sua personagem tem mais camadas do que aparenta. Pelo menos dentro da superficialidade do filme. O diretor Christian Ditter é o mesmo da comédia romântica SIMPLESMENTE ACONTECE.

OS CAÇA-NOIVAS (Mike and Dave Need Wedding Dates)

Eis um exemplo de filme que possui várias cenas memoráveis e bem engraçadas, de rachar o bico mesmo, mas que acaba derrapando por uma série de razões, seja pela irregularidade do roteiro e do andamento narrativo, seja pela péssima performance de Adam Devine como um dos irmãos presepeiros que quer arranjar um par para o dia do casamento da irmã. Na trama de OS CAÇA-NOIVAS (2016), de Jake Szymanski, ele e o irmão vivido por Zac Efron recebem um ultimato da família para deixarem de molecagem e arranjarem namoradas para a festa de casamento da irmã. Sendo de família rica, eles atraem a atenção de duas moças bem pilantras, vividas por Anna Kendrick e Aubrey Plaza. E aí é que está a grande beleza do filme: Aubrey Plaza e seu talento incrível em fazer rir e de brilhar em cena, deixando todos os demais bem apagados. Pra mim, que não a conhecia, foi uma descoberta e tanto. A comédia é daquelas de humor grosseiro e tal, mas quem não se incomodar vai se divertir bastante. Destaque para a cena da massagem erótica.

PERFEITA É A MÃE! (Bad Moms)

Os roteiristas da trilogia SE BEBER NÃO CASE!, Jon Lucas e Scott Moore, não tiveram muita sorte com sua estreia como diretores. Mas nem tudo está perdido, já que dá pra se divertir com PERFEITA É A MÃE!. Basta não esperar muito do filme. Além do mais, é sempre bom ver Mila Kunis e ela está muito bem como a mãe que, depois de ficar estressada com a vida que leva, resolve mudar o comportamento, como uma espécie de revolta contra a sociedade que exige tanto da mulher. Assim, ela se junta a outras duas jovens mães que passam pelos mesmos problemas (Kathryn Hahn e Kristen Bell) e iniciam uma jornada rumo à libertação. Não dá pra se libertar de tudo, afinal, há o amor aos filhos, mas até que o filme oferece voz a muitas mulheres que devem, certamente, se sentir nos sapatos da personagem. Infelizmente a grande maioria não teve tempo de ir ao cinema para ver este filme.

O BEBÊ DE BRIDGET JONES (Bridget Jones's Baby)

O retorno de Renée Zellweger no papel de sua personagem mais famosa, Bridget Jones, não foi assim tão bom. Não que o filme não tenha os seus momentos. Tem sim, até por ser quase uma cópia do primeiro em sua estrutura e de poder contar com o charme de Colin Firth. Mas a falta de Hugh Grant é muito sentida. Ao que parece, o astro britânico não topou fazer mais esta sequência. Ele anda mais recluso e infelizmente anda fazendo bem poucos filmes. Assim assim, seu personagem não é esquecido no filme. O BEBÊ DE BRIDGET JONES (2016), novamente com Sharon Maguire na direção, como no primeiro filme, mostra a protagonista quarentona e tendo que lidar com a ideia de estar grávida e de não saber quem é o pai, já que ela fez sexo com dois homens na mesma semana. Será o sujeito que ela conheceu em uma festa rock ou o ex com quem ela teve um novo encontro? O filme tem os seus momentos, mas talvez ganhasse pontos se fosse mais curto e mais ágil. Ainda assim, não deixa de ser uma diversão mediana. Destaque para a cena em que Bridget é jogada no hospital para ter a criança.

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