terça-feira, outubro 21, 2014

O PROTETOR (The Equalizer)



Quando Antoine Fuqua ganhou o respeito de meio mundo com DIA DE TREINAMENTO (2001), instaurou-se a esperança de que ali surgia um grande cineasta. Ledo engano: os trabalhos seguintes do diretor deixaram a desejar, e quando ele acertava a mão era motivo para comemoração, como foi o caso recente de INVASÃO À CASA BRANCA (2013).

O PROTETOR (2014), segunda parceria de Fuqua com Denzel Washington, dividiu opiniões. Afinal, é preciso comprar a ideia de um filme de justiceiro com super-poderes. Ou quase isso. Trata-se, também, de um filme que remete ao cinema policial dos anos 1970, com uma divisão bem clara entre herói e vilão. Os vilões, inclusive, são malvados o bastante para que a audiência torça por sua morte nas mãos do justiceiro. Nesse sentido, pode-se categorizá-lo como um "filme de direita", como eram DESEJO DE MATAR, de Michael Winner, e PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL, de Don Siegel.

E nem dá pra dizer que Denzel Washington faz feio frente a Charles Bronson e Clint Eastwood, mas o mesmo não se aplica ao filme em si, que começa até de maneira bem interessante, especialmente nada sabemos da identidade do protagonista, mas depois o filme vai brincando com exageros na forma como pinta a invencibilidade do herói, tornando as coisas fáceis demais.

Na trama, Denzel é um sujeito solitário que vive uma vida pacata de frequentar sempre o mesmo restaurante e estar sempre lendo um clássico da literatura. O que chama sua atenção é o jeito doce e a vida atribulada da jovem prostituta imigrante vivida por Chlöe Grace Moretz. Depois que os dois se aproximam e ela é encontrada violentamente agredida em um hospital, o herói parte em busca de vingança.

E essa vingança não se restringiria ao que ocorreu com a moça, mas ao completo desmantelamento dos negócios criminosos da máfia. E isso não deixa de ser divertido. Além do mais, quem teve a oportunidade de ver o filme em IMAX, pôde apreciar melhor os aspectos técnicos. Ainda assim, as expectativas altas do reencontro de Denzel e Fuqua foram um tanto frustradas. E O PROTETOR não é o novo DIA DE TREINAMENTO, como gostaríamos que fosse.

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