terça-feira, dezembro 13, 2005

MASTERS OF HORROR: JENIFER



Sabe a mulher "raimunda"? Feia de cara e boa de... pois bem, Jenifer é uma dessas mulheres. Só que seria um elogio chamá-la de feia. Ela é horrível, assustadora, mais parece um demônio saído das profundezas do inferno porque nem o capeta queria mais ela por lá. JENIFER, de Dario Argento, é um dos melhores filmes da série MASTERS OF HORROR. Tudo bem que eu me decepcionei um pouco, mas isso aconteceu porque minhas expectativas eram altas. Por enquanto, o meu filme favorito da série ainda é o do Stuart Gordon.

JENIFER é baseado numa história em quadrinhos escrita por Bruce Jones. A não ser que haja outro roteirista com o mesmo nome, acredito se tratar do mesmo autor responsável por uma das melhores fases do Hulk nos quadrinhos. A estória é redondinha e tem cara de curta-metragem. Mesmo assim, Argento ainda deixa umas pontas soltas na trama, como se ele tivesse cortado várias cenas do filme para se adequar ao formato de uma hora. Talvez as cenas excluídas possam ser aproveitadas numa versão estendida. O que acontece com a família do protagonista, por exemplo, fica meio no ar.

Na trama, policial pega no flagra um homem tentando matar uma jovem usando uma machadinha. A garota está de costas e com as mãos amarradas. O policial sem ter outra opção, atira e mata o homem, que balbucia algumas coisas a respeito da tal garota de nome Jenifer. O rosto dela assusta o policial, mas mesmo assim ele tenta confortá-la. Ela aparentemente não fala. Parece ser mentalmente incapaz. Depois do tal incidente, o perturbado homem não tira Jenifer da cabeça e faz a loucura de tirá-la do hospício onde ela estava internada, levando-a para sua casa, para desespero de sua esposa. Seus problemas apenas começaram.

Em certos aspectos, como o desenvolvimento da estória por exemplo, JENIFER é superior a SLEEPLES (2001), um dos mais recentes filmes do Argento e o último que eu vi até agora. Mas falta algo nessa produção para a tv, que é o virtuosismo do diretor. A impressão que se tem é que Argento se preocupou em apenas contar a história. A vantagem é que o diretor não faz concessões e entrega um filme cheio de horror, sangue e tripas. Uma das coisas que mais denunciam que o filme é do Argento é a trilha sonora de Claudio Simonetti, colaborador habitual do cineasta desde PRELÚDIO PARA MATAR (1975).

Agora, a minha maior expectativa está nos filmes dirigidos por Joe Dante e John Carpenter. O próprio Argento disse que esses dois sãos seus favoritos da antologia. E dizem que Carpenter presta várias homenagens ao maestro em seu pequeno filme. Vamos aguardar.

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