domingo, dezembro 04, 2005

EM SEU LUGAR (In Her Shoes)



Conversando ontem com duas amigas (durante uma festa à fantasia), falávamos sobre a importância da auto-estima. Aí eu falei que as duas principais coisas necessárias para se ter auto-estima seriam dinheiro e sexo. Mas vendo EM SEU LUGAR (2005), de Curtis Hanson, eu vi que tem uma coisa que também é muito importante, algo mais relacionado ao intelecto e ao respeito que as outras pessoas têm com você. Cameron Diaz interpreta uma loira burra - mas linda e gostosa - que tem dificuldade de leitura e é um fracasso na vida profissional. Porém, ela é um sucesso com os homens. Exatamente o oposto de sua irmã (Toni Collette), que não é bonita, não tem sorte com os homens, mas é bem sucedida financeiramente, trabalha numa firma de advocacia e tem coleções de sapatos caros. Elas são dois opostos complementares. No que uma tem de sobra, a outra tem em falta. Dificilmente se pode ter tudo, não?

O filme de Curtis Hanson me pegou de surpresa. Não estava esperando mais que um bom filme, mas acabei me emocionando bastante com esse belo drama familiar, que ainda por cima ainda conta com o talento da veterana Shirley MacLaine, no papel da avó das meninas. Pelo menos Shirley fez um bom filme para compensar o fraco A FEITICEIRA, do qual ela participou também esse ano.

Os papéis, tanto de Cameron Diaz, quanto de Toni Collette, caíram como uma luva para as atrizes. Cameron já tem fama de ser baladeira, de cair na farra e tomar todas, enquanto que Toni já havia feito um papel parecido no belo e triste O CASAMENTO DE MURIEL, em que ela fazia o papel de uma gordinha fã de Abba e doida pra se casar, mas que só levava fora dos homens. A personagem de Toni nesse filme parece uma versão mais madura de Muriel. Além de também ser uma oportunidade para a atriz mostrar o seu grande talento e, quem sabe, ser até indicada ao Oscar por esse filme.

Entre os filmes de Hanson, EM SEU LUGAR é primo de GAROTOS INCRÍVEIS (2000), drama de andamento lento e bem conduzido que, embora tenha os seus momentos clichê (quem vive sem eles?), não segue a cartilha dos filmes mais convencionais do gênero.

Na verdade, o filme já me conquistou desde o começo, ao colocar nos créditos iniciais "Stupid Girl", do Garbage. Adoro essa canção e ouví-la no cinema foi muito bom. Por falar em Garbage, sabiam que eu só soube ontem que a banda já acabou faz dois meses? Uma pena. Uma das minhas favoritas dos anos 90.

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