domingo, novembro 08, 2009

A NOITE DOS DESESPERADOS (They Shoot Horses, Don't They?)



Aproveitando esta quente e tediosa tarde de domingo em casa para atualizar o blog. Acabei de ver A NOITE DOS DESESPERADOS (1969), um dos trabalhos mais elogiados de Sydney Pollack. Na época da morte do cineasta, em maio do ano passado, peguei para ver alguns filmes dele. Mas de lá pra cá acabei vendo apenas dois – NOSSO AMOR DE ONTEM (1973) e TRÊS DIAS DO CONDOR (1975), ambos com Robert Redford. O tempo acaba não me permitindo ver os filmes que eu gostaria. A não ser que eu os priorize, seja mais disciplinado do que já sou. Mas aí aparecem outros interesses, filmes que furam a fila das prioridades. E é até bom que seja assim, com o fator acaso contribuindo para a descoberta e até a revisão de filmes.

Acabei me decepcionando um pouco com A NOITE DOS DESESPERADOS. Não que o filme não tenha a carga de pessimismo que pretende e que não seja memorável. Mas um dos problemas dos filmes de Pollack é a frieza com que ele trata seus personagens. Pode até ser que ele goste deles, mas do lado de cá da tela, não sinto isso. Por isso que a conclusão do filme até causou em mim certa indiferença. Depois de ver um monte de gente se matando para ganhar um prêmio numa maratona maluca de dança a gente fica cansado também.

Na trama, que se passa nos Estados Unidos da época da Grande Depressão, um grupo de pessoas participa de um concurso de dança, que na verdade é uma prova de resistência, onde o casal vencedor, o que aguentar ficar em pé até o final, ganhará um prêmio de 1.500 dólares. A obstinação dos competidores torna tudo muito dramático, já que passam-se dias e eles, privados de sono e com os pés inchados, teimam em ficar até o fim para ganhar o prêmio. Entre os nomes mais conhecidos do filme estão os de Jane Fonda e Susannah York.

Vendo o filme, me lembrei das provas de resistência de edições passadas do Big Brother. Provas que geralmente duram menos de 24 horas e já garantem uma boa repercussão na audiência. Assim como os espectadores do reality show - no qual eu não me excluo - tanto no filme como na vida, as pessoas precisam ver o sofrimento alheio para perceberem que estão em situação melhor, ou pelo menos, mais confortável.

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