sexta-feira, novembro 25, 2005

LESTE-OESTE - UM AMOR NO EXÍLIO (Est-Ouest)



Quarto e último filme que vi no Festival Varilux de Cinema Francês desse ano. Queria ter visto AGENTES SECRETOS, mas infelizmente não deu. Fica pra quando entrar no circuito comercial no ano que vem. Esse foi o ano que eu mais vi filmes nesse festival. Ontem foi a vez de eu ver LESTE-OESTE - UM AMOR NO EXÍLIO (1999). Minha intenção era ver também AMORES PARISIENSES, do Alain Resnais, mas recebi uma ligação lá de casa e tive que chegar mais cedo para levar meu sobrinho pro hospital. Ele estava com suspeita de dengue, mas acho que está bem agora. De todo modo, o filme de Wargnier já tinha me deixado um pouco cansado. Ainda mais pela demora em começar. E quando começou, os caras do cinema ainda botaram o filme errado. Se ninguém fosse lá reclamar, eu teria visto o filme do Resnais. Mais de meia hora de atraso é uma puta falta de respeito. O pessoal do UCI Iguatemi parece que só respeita o horário quando é pra exibir blockbuster. Bom, vamos ao filme.

Pelo pouco que conhecia do cinema de Régis Wargnier - apenas INDOCHINA (1992) -, minha impressão não era das melhores. Trata-se de um cinema bastante acadêmico e com pouca inventividade. Parece cinema feito para madames. Segue a cartilha do cinemão clássico-narrativo, mas sem o aspecto lúdico da coisa. Em outras palavras: chato que dói.

Felizmente LESTE-OESTE - UM AMOR NO EXÍLIO é melhor que o filme de 92, ganhador do Oscar de filme estrangeiro. Mas não tão bom assim, já que eu devo ter olhado para o relógio umas dez vezes durante a projeção. Pelo menos o filme vai melhorando à medida que se aproxima do final.

A história é até interessante. Em 1946, um casal (Sandrine Bonnaire e Oleg Menchikov), ela francesa, ele russo, deixam a França para ir à União Soviética com o objetivo de de se estabelecerem por lá e começarem nova vida. Na época, Josef Stalin estava aceitando estrangeiros para trabalhar no país. Quando eles chegam lá, percebem que estão numa verdadeira prisão. A ditadura soviética era uma das mais cruéis, principalmente para os estrangeiros, tratados como se fossem espiões.

As cenas mais intensas do filme são justamente aqueles que nos causam indignação. No filme, a França é vista sempre como uma espécie de paraíso, a terra da liberdade, em oposição ao inferno na terra que era a principal nação comunista do mundo na época. Também, do jeito que são mostradas as condições de vida na Rússia, qualquer lugar do mundo parece melhor. Os russos são mostrados de maneira muito estereotipada, sempre malvados demais para parecerem reais. E isso depões muito contra o filme.

LESTE-OESTE - UM AMOR NO EXÍLIO conta com a participação especial de Catherine Deneuve e foi indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro.

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