domingo, maio 29, 2005

JOHN FLYNN EM TRÊS FILMES



Aqui vai um tradicional "três em um" com comentários rápidos sobre três títulos. Dessa vez, do especialista em filmes de ação John Flynn. Esses são os três primeiros filmes que vejo do diretor. Flynn é considerado por muita gente boa um dos melhores cineastas de filmes B de ação. Carlos Reichenbach, por exemplo, costumava elogiar bastante o diretor em suas saudosas colunas no Terra e no Cineclick. Dizem que os melhores exemplares de sua filmografia são A MARCA DA CORRUPÇÃO (1987) e ROLLING THUNDER (1977), esse último, tido como uma grande influência para Quentin Tarantino. Abaixo, três exemplares do cinema de John Flynn.

SOULS - LIDERANÇA DESAFIADA (Defiance)

Esse filme lembra bastante DESEJO DE MATAR 3 pelo enredo. Uma das diferenças é que o herói do filme de John Flynn não paga pra ver uma briga. Ele quer mesmo é tranqüilidade. Na trama de SOULS - LIDERANÇA DESAFIADA (1980), Jean-Michael Vincent é um rapaz que chega à cidade de Nova York de navio, mas pretende deixar o lugar o quanto antes. Ele gosta mesmo é de viajar pelo mundo. Enquanto não consegue um novo destino, fica hospedado num bairro barra pesada da cidade. O lugar está dominado por uma gangue latina que se autodenomina "Souls". Eles aterrorizam o lugar, batem em indefesos e roubam mercearias. John Flynn pinta esses sujeitos bem malvados, o que facilita a vontade que a gente tem de ver eles levando porrada. Danny Aiello, ao ver que Vincent não tem medo dos bandidos, planeja juntar a comunidade para expulsar a gangue do lugar, o que não vai ser nada fácil. O filme é bem conduzido, de maneira até lenta se compararmos com os filmes de ação de hoje, mas o entretenimento é garantido. O filme até hoje não foi lançado em DVD nos EUA. Gravado da TNT.

CONDENAÇÃO BRUTAL (Lock Up)

Um dos melhores filmes protagonizados por Sylvester Stallone, CONDENAÇÃO BRUTAL (1989), além de ter em seu favor o carisma de Sly e a direção inspirada de John Flynn, é um "filme de prisão", sub-gênero que por si só já me fascina. Esse tipo de filme tem algo que me atrai, não sei dizer o que. Na trama, Stallone é um presidiário que está cumprindo pena, mas com liberdade parcial, ou seja, ele pode sair para trabalhar fora e ficar com sua namorada, tendo somente que voltar para a penitenciária para dormir todos os dias. Sem falar que na penitenciária em que ele está, ele se dá bem com todos. Até o dia em que ele é transferido para outro lugar, cheio de indivíduos ameaçadores . Lá ele come o pão que o diabo amassou. Mas tudo isso já era de se esperar. Quase todo filme de prisão tem isso. Não poderia faltar também uma cena de fuga ou cenas mais relax, em que ele faz amizade com alguns detentos. Interessante também a tradição nos filmes com Stallone da cultura de paz que ele sempre prega. Em seus filmes, ele faz o possível para evitar alguma briga. Por exemplo, assim que ele chega na prisão, um dos caras malvadões fala pra ele sair de lá, que ali é lugar dele; ele vai a outro lugar, e o sujeito novamente diz que aquele lugar é dele. Stallone, com calma e humildade, pergunta: "tem algum lugar que não seja seu aqui?" É Stallone ajudando a disseminar a cultura da paz. Mesmo que no fim das contas, ele tenha que partir para a briga. Gravado da BAND.

O SENTIDO DO MEDO (The Absence of the Good)

Esse é bem diferente dos outros dois. O SENTIDO DO MEDO (1999) é um thriller sobre a caça a um serial killer. Stephen Baldwin é um policial traumatizado pela morte de seu filho de seis anos. Ele vive tendo pesadelos envolvendo o filho, e sua esposa, depois de meses, ainda não saiu do estado de choque, tendo que tomar pílulas para dormir toda noite. Sua rotina de trabalho não ajuda a tornar a sua vida menos traumática, principalmente no caso desse novo assassino. O filme não inova em nada no gênero, mas mantém o interesse até o fim; Stephen Baldwin não atrapalha, e quando a gente achava que o assassino era o fulano, surpresas acontecem. Produzido para a TV. Gravado da TNT.

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