segunda-feira, dezembro 02, 2013

TIÊ NA CAIXA CULTURAL – FORTALEZA, 01 DE DEZEMBRO DE 2013



O meu primeiro encontro com Tiê foi em 2010, no show de abertura do Planeta Terra, quando ela esteve junto com outros novos músicos da então chamada "nova MPB". Não liguei muito para os demais, mas fiquei encantado com aquela moça de voz linda e canções sentimentais. Tratei, então, de conhecer o seu primeiro álbum, Sweet Jardim (2009), e depois tive a chance de vê-la mais uma vez ao vivo, também em São Paulo, num minishow na Virada Cultural de 2011, já divulgando o lançamento de seu segundo disco, A Coruja e o Coração (2011).

Mas só agora, com a vinda dela para Fortaleza, fazendo quatro shows de quinta a domingo, na Caixa Cultural, que eu tive a oportunidade de ver um espetáculo de mais de uma hora só dela. E foi uma delícia. O ambiente do teatro da Caixa Cultural é muito agradável, sentei-me logo na primeira fileira e o som é cristalino de tão bom, e tem peso quando necessita – alguns arranjos ganharam bem-vindas versões mais pesadas, graças ao guitarrista da banda, que posteriormente faria parte de uma divertida brincadeira com o público.

Show muito modesto e sem muitos estrelismos por parte da cantora, embora o público, incluindo eu, estivesse muito feliz por estar ali tão pertinho dela. Uma das moças que estava na primeira fileira, inclusive, esteve nos quatro shows da cantora. Tiê falou isso durante o show, comentando que tinha até que pensar em novas piadas todos os dias só por causa dela. Bonita devoção.

Tiê entra com um belo vestido preto com uns gatinhos brancos desenhados e canta uma faixa do primeiro disco, "Passarinho", que nem é das minhas preferidas, mas eu tinha certeza que o melhor estaria por vir. Acho que o problema de algumas das canções dela é o excesso de fofura, o que faz com que seja "música de menina", como é o caso de "Piscar o Olho" e "A Bailarina e o Astronauta”. Mas são exceções em meio a canções enternecedoras e lindamente melancólicas e algumas também bastante animadinhas.

A segunda canção que ela cantou foi "Na Varanda da Liz”, que ganhou peso com mais guitarras. Funcionou bem para a música. Senti-me bastante feliz em estar entre aqueles que puderam ouvi-la cantando "Assinado Eu", que ela disse ter evitado cantar nos shows anteriores, talvez por ser uma canção um tanto cruel. Ela usou o termo "karma" para falar do peso da canção em sua vida. Ainda assim é das minhas favoritas. É também das favoritas de muitos fãs, que sempre a pede nos shows.

No mais, teve "Dois", a linda "Te Mereço" (só no pianinho, como deve ser), "Perto e Distante" (com arranjo mais bonito e pesado), "Mapa Mundi", a animada "Pra Alegrar o Meu Dia" (que poderia ser bem mais animada se fosse num local menos intimista); "Hide & Seek", que foi emendada com "Seven Nation Army", dos White Stripes. Nesse momento ela soltou os cabelos e pulou feito uma cantora de rock.

Uma das mais esperadas da noite, a reinvenção de “Você Não Vale Nada”, de Dorgival Dantas, em ritmo de canção espanhola, não podia faltar. Acho, inclusive, que o baixo e a guitarra até atrapalharam, já que o arranjo dela já é perfeito só com o violão. As outras duas, “Chá Verde” e “Só Quero Dançar com Você” completaram esse show tão agradável que dá até para entender a garota que comprou ingressos para as quatro noites. Senti falta das canções escritas em inglês e francês, mas tudo bem. Até a próxima, doce Tiê!

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