terça-feira, fevereiro 03, 2009

SIM SENHOR (Yes Man)



Assistindo SIM SENHOR (2008), lembrei-me do episódio "The Opposite", último da quinta temporada de SEINFELD e percebi, sem muita surpresa, o quanto apenas esse episódio da série é tão superior a esse filme e a tantas outras comédias. No citado episódio, George Constanza resolve fazer tudo ao contrário, já que tudo que ele fazia na vida dava errado. E o episódio mostra uma série de eventos resultantes de sua decisão. Sempre que vejo esse episódio bate uma inspiração e dá até vontade de experimentar o mesmo, só pra ver no que dá. Mas não é de "The Opposite" que SIM SENHOR se inspira. O filme é claramente derivado de O MENTIROSO, também estrelado por Jim Carrey, que mais uma vez não economiza nas caretas, quando o negócio é humor físico. Diria que SIM SENHOR é uma versão melhorada de O MENTIROSO, que por sua vez já contava com seus momentos bem divertidos.

SIM SENHOR também me fez lembrar de um livro do Osho – não lembro o título, já que li vários do guru. Osho também dizia num de seus discursos que, ao dizermos "sim", o mundo se abre para nós e coisas fantásticas acontecem. O filme e o protagonista, bem como os seguidores da seita da história, levam essa filosofia às últimas consequências. Tudo em prol da diversão e das diversas opções que podem surgir a partir de uma ideia básica. É o tipo de ideia, aliás, que, com um rápido brainstorming de uma equipe criativa, pode gerar centenas de situações.

Felizmente, o filme não exagera nas inúmeras possibilidades e fornece sequências divertidas e um interesse amoroso adorável para o protagonista, na figura da bela Zooey Deschanel (de FIM DOS TEMPOS). Ela é uma cantora de uma banda de rock que tem apenas alguns gatos pingados como fãs. O primeiro e o segundo encontro dela com o sujeito que outrora dizia "não" para tudo e todos e agora diz "sim" até para velhinhas taradas são dois momentos especiais do filme. Zooey nunca apareceu tão linda e adorável. Lembra a Jenna Fischer, só que mais bonita e com os olhos maiores. :)

O legal é que tão divertido quanto as cenas de Carrey dizendo "sim" são as cenas dele dizendo "não", no início do filme. Destaque para a cena dele na fila da videolocadora conversando com o amigo pelo celular. No final, SIM SENHOR se mostra uma diversão inofensiva e é bem capaz de nos esquecermos do filme rapidinho. Mas enquanto dura, SIM SENHOR agrada bastante. Peyton Reed, diretor que havia se mostrado bem mais estiloso em ABAIXO O AMOR (2003) e com um humor mais agridoce em SEPARADOS PELO CASAMENTO (2006), se mostrou bem mais convencional com esse filme. Mesmo assim, continua sendo mais um ponto positivo para sua carreira.

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