terça-feira, março 25, 2003

8 MILE - RUA DAS ILUSÕES (8 Mile)



Ontem saí do trabalho e fui conferir 8 MILE. Gostei do filme. O filme tem um probleminha: a história que leva a lugar algum. Quer dizer, até leva, mas deixa aquela sensação de "só isso?" ou "e daí?". Mas, por outro lado, revela o talento de Curtis Hanson em saber contar uma história e dirigir atores muito bem. Eminem está ótimo, assim como Kim Basinger (está meio velha, hein?) e Brittany Murphy, muito gata com aquele visual desleixado. Aliás, ela consegue ser sexy até mostrando o dedo indicador. A cena de sexo entre ela e o Eminem também ficou boa. Uma utilidade do filme é apresentar para pessoas de fora do meio o habitat dos rappers. Inclusive, achei muito parecido com os repentes dos cantadores aqui do nordeste do Brasil, com seus duelos verbais e à base de muito talento e criatividade. Tem que ser muito talentoso mesmo pra arranjar rimas e palavras certeiras e amedrontar o adversário. Todo mundo saiu do cinema com as batidas da oscarizada "Lose Yourself" e balançando um pouco a cabeça, ou o corpo, com vontade de dançar como os rappers. Se bem que se tirar a música, o final se torna decepcionante. Mas quem liga pra isso, com aquelas batidas?

segunda-feira, março 24, 2003

UM JACK VALE MAIS QUE DOIS CAGES

O final de semana foi um pouquinho diferente. Menos angustiante que o anterior, mas teve também as suas perturbações. No sábado, fui com minha irmã comprar um computador. (Não dá mais pra ficar sem, quando a gente é viciado.) Vão ser muitas preocupações futuras pra pagar as parcelas, mas eu consigo. Já venci obstáculos maiores. No sábado, um amigo dos tempos do 1º grau ligou pra mim. Há tempos não o via, mas sei que ele andava com a vida bem complicada. Fui tomar uns chopes com ele e o homem parece que saiu de um filme do Scorsese. Disse qeu cheirou cocaína até ficar tão fissurado que cheirou até areia da praia, que ganhou muuuito dinheiro, que foi pra Nova York, que viajou o Brasil todo, que passou 6 meses numa clínica de reablitação em Curitiba, que teve 5 mulheres, que comprou vários carros e que estava esperando pra receber 500 notebooks, que vendendo tudo vai ficar com dois milhões... é tanta coisa que já me enxeu o saco. Vá à merda. Seja isso mentira ou não. Hehehe..

Bom, como o sábado foi pro brejo, no domingo vi dois filmes: AS CONFISSÕES DE SCHMIDT e ADAPTAÇÃO. Jack Nicholson versus Nicholas Cage. Os dois estavam concorrendo ao Oscar de melhor ator. Perderam para Adrien Brody. Eis os comentários:

AS CONFISSÕES DE SCHMIDT (About Schmidt)

O filme traz uma das melhores interpretações de Jack Nicholson. Nos últimos anos, ele vinha meio que se repetindo. Mas esse papel é muito bom. A direção de atores de Alexander Payne é ótima. E o filme lembra alguns filmes ótimos como CHUVAS DE VERÃO, de Cacá Diegues (a história de um homem que sente o baque da aposentadoria); HISTÓRIA REAL, de David Lynch (um road movie de um velho, conhecendo pessoas durante o percurso); MORANGOS SILVESTRES, de Ingmar Bergman (um velho reavaliando a sua vida e tendo recordações de suas origens). Além de ter todo esse potencial dramático, o filme é também uma comédia muito inteligente. A história: Schmidt se aposenta, fica triste, se sentindo inútil, fica mais irritado com a mulher e passa a mandar cheques para um menino carente na África, junto com cartas contando de sua vida pessoal. É a partir das cartas que ficamos mais íntimos dele. E mesmo com todos os seus defeitos, passamos até a nos identificar com ele. Tem momentos de tristeza e de alegria. E eu que nem gostava mais de Jack, fiquei fã dele novamente. Ah, e o filme também tem coadjuvantes ótimos, destaque para Kathy Bates. Filmão.

ADAPTAÇÃO (Adaptation.)

Já o filme de Spike Jonze não fez a minha cabeça. Desde o primeiro filme dele (QUERO SER JOHN MALKOVICH), que eu acho as idéias melhores que o resultado final. Logo, como as idéias são de Charlie Kaufman o crédito talvez seja dele. Os dois filmes de Jonze são interessantes, mas me dão uma agonia sem tamanho depois de uma hora de filme. Nicolas Cage está bem, interpretando dois irmãos gêmeos. Quando quer, até que consegue ser menos canastrão. Mas ainda assim, o Jack Nicholson lá de cima dá de dez em dois Cages. Gostei do filme sim, mas acho que ele tem tantas idéias que elas se perdem lá pelo final. Talvez o drama de Kaufman seja bem parecido com o drama do personagem do filme, que também se chama Charlie Kaufman. É um exercício de metalinguagem que não encontra o caminho.

Té mais!!
OSCAR 2003

Salve, fellas!

Viram o Oscar ontem? Foi uma cerimônia sem muitas atrações e com a duração um pouco menor. Bem que podiam ter feito um trabalho mais especial, já que era a 75a edição do prêmio. Mas com essa história de guerra, fica meio sem graça mesmo. Eis os destaques:

1. Steve Martin estava bem como o apresentador. Fez aquela brincadeira com Jack Nicholson (gay) com as mulheres e com o Michael Moore.

2. Mulheres lindas: As três Jennifers (Jennifer Garner, Jennifer Connelly, Jennifer Lopez), Kate Hudson (talvez a mais bonita da noite), Salma Hayek e Diane Lane.

3. Catherine Zeta-Jones canta bem, hein. Mesmo eu odiando CHICAGO, gostei da apresentação dela com a chefe do presídio. E está bonita mesmo com aquela barrigona. Só que Oscar pra ela, é meio exagerado, né?

4. Paul Simon está só o bagaço.

5. A feia da noite: Rennée Zelwegger.

6. Caetano Veloso, mesmo nervoso, mandou bem. Só que a voz dele é muito suave e não combinou com a da cantora que fez dueto com ele.

7. Viva Michael Moore!! O cara ganhou o Oscar de documentário e meteu bronca no pulha do George Bush, na "eleição fictícia" e na guerra imoral. Valeu!

8. Ótima a performance do U2. Mas perder pro Eminem, que nem foi cantar nem assistir, é brincadeira. Vai ver foi só mesmo pra não darem nenhum prêmio pro filme do Scorsese.

9. Surpresa 1: Adrien Brody ganhou o prêmio de melhor ator por O PIANISTA. Legal. Eu estava torcendo pelo Day-Lewis, mas o narigudo é ótimo. Sem falar que mandou a musiquinha de expulsão parar pra protestar contra a guerra. E ele que fez um filme como O PIANISTA entende um pouco disso, né?

10. Supresa 2: Almodóvar ganhou roteiro original por FALE COM ELA. Aliás, filme nenhum dali é melhor que essa obra-prima do Almodóvar.

11. Surpresa 3: Melhor diretor para Roman Polanski. Legal. O pedófilo merece. Hehehe.

12. Nada para GANGS DE NOVA YORK.

Ah, pra quem sintonizou na Tv Cultura antes de começar o Oscar, ontem teve entrevista com o nosso querido Carlão Reichenbach no programa Provocações do Abujamra. O foda é que esse apresentador fala mais que o entrevistado. E 30 minutos é muito pouco. Mas valeu!

sexta-feira, março 21, 2003

AUDITION (Odishon)



Finalmente assisti AUDITION, de Takashi Miike. Tinha comprado o DVD importado lá de Hong Kong, preciosa dica do mestre em cultura oriental Leandro Ichi the Killer. A loja, DDD House, é competente, entrega o produto em sua casa em menos de 15 dias e o preço é em dólar de Hong Kong, bem mais baixo que o dólar americano. Sem falar, que não há imposto de importação adicional. Uma boa.

Quanto ao filme, é ótimo. Estou tirando o atraso dos filmes japoneses que não conhecia. Só conhecia Akira Kurosawa, que nem é um cineasta que eu gosto muito, mas aprecio alguns trabalhos. E Takeshi Kitano eu não gosto nem um pouco. Vim começar a simpatizar com os filmes de lá vendo o anime LAPUTA, de Hayao Miyazaki, Em breve, verei PRINCESA MONONOKE, quando a fita chegar por aqui.

Mas, voltando a AUDITION, o filme é um thriller/terror de primeira. Conta a história de Aoyama, um cara que fica viúvo e depois de algum tempo, começa a pensar em arranjar outra esposa. Aproveita a idéia do amigo, que vai fazer um filme e fazer uns testes com algumas pretendentes ao papel, e a partir das entrevistas, ele vai escolher uma mulher para ser sua esposa. O problema é que ele escolhe a garota errada.

O filme começa bem lento, com o som muito baixo, quase sem trilha sonora. Tanto é que quando o som aumenta, nas partes assustadoras, toma-se um baita de um susto. Não apenas pelo som, mas também pela força das imagens. Não vou comentar aqui o que acontece pra não estragar pra quem ainda vai ver o filme. Mas adianto que o negócio é barra pesada.

O engraçado é o nome de um dos personagens: Shibata. Hehehehe.

Agora é ir atrás de outros filmes do diretor, como CITY OF LOST SOULS, FUDOH e ICHI THE KILLER.

quinta-feira, março 20, 2003

ZWAN - "MARY STAR OF THE SEA"



Billy Corgan falou no Jornal da MTV que não dá pra fingir felicidade. Você pode fingir tristeza - tem muitas bandas ganhando dinheiro com isso por aí - mas felicidade não dá pra fingir.

"Mary Star of the Sea", o disco do Zwan, a nova banda de Corgan, traz isso, essa vontade de cantar, de exaltar a vida, expor a alegria. Isso é até corajoso de se fazer - há o risco de se ficar superficial, mas Corgan tem inteligência e sorte para escrever letras inspiradas.

Na faixa "El Sol", uma das mais belas do disco, ele diz:

"soon i'll be feeling left for dead
sometimes someone saying yes
changes what you'll bet"

Isso abre as portas para um futuro excitante, onde dizer "sim" muda todo o curso da situação. Há uma consciência do que é passageiro, de que essa alegria é passageira, mas, ao mesmo tempo, há uma supervalorização desse momento. No álbum MACHINA, Billy Corgan já manifestava essa alegria em algumas faixas.

O som das guitarras também funciona como agente "exaltador". Esse som lembra o que foi feito no álbum SIAMESE DREAM dos Smashing Pumpkins. Aliás, esse disco é um raio de sol na discografia dos Pumpkins, que tem disco angustiante (GISH), melancólico e existencialista (MELLON COLIE AND THE INFINITE SADNESS), obscuro (ADORE) e enigmático (MACHINA). No documentário presente no DVD VIEUPHORIA, Corgan fala das diferentes guitarras usadas para se produzir sons tristes e angustiantes, como em GISH ou alegres como em SIAMESE DREAM.

No novo projeto, Corgan abandona um pouco os enigmas de MACHINA e traz letras mais simples e de fácil assimilação, ainda que o lado de religiosidade deixe algumas pessoas um pouco confusas.

Uma das coisas mais surpreendentes no disco do Zwan é a religiosidade. Desde o U2 não se via uma super-banda se utilizar da fé e do Cristianismo como elementos principais da obra. A faixa mais abertamente cristã é "Jesus, I", que faz dobradinha com a faixa título ("Mary Star of the Sea"), somando um épico viajante de mais de 10 minutos.

O desapego às coisas materias está presente em "Desire" e "Ride a Black Swam"; a fé chegando pra abalar em "Lyric", "Settle Down" e "Declaration of Faith"; a alegria de estar junto de quem se ama no primeiro single "Honestly"; a balada relaxante em "Of a broken heart"; a canção que fala por si mesma em "Heartsong"; o carpe diem de "Endless Summer"; a auto-estima elevada em "Baby, let´s rock"; o poder da vontade em "Yeah". O disco termina com a chamada de Corgan em "Come with me", ao som de gaitas que lembram folk.

Um super-disco. Pra ouvir, preferecialmente, quando se estiver feliz.
DEMOLIDOR - O HOMEM SEM MEDO (Daredevil)

Ontem foi feriado aqui na cidade. Dia de São José. Dizem que todo dia 19 de março chove aqui. E ontem não foi excessão. Aproveitei pra ver DEMOLIDOR: O HOMEM SEM MEDO. Como eu estava esperando uma bomba, graças ao trailler ridículo, acabei gostando do filme. O filme tem problemas, principalmente para quem leu as maravilhosas histórias criadas por Frank Miller nos anos 80. O fato de o filme não ser fiel aos quadrinhos do herói incomoda quem vai ver o filme, tendo lido as HQs. Mas como eu já sabia que no filme o Rei do Crime é negro e que o uniforme da Elektra e do Mercenário são bem diferentes dos quadrinhos, já fui não esperando muita coisa. Inclusive, a forma como o menino Matt Murdock fica cego é diferente dos quadrinhos. Nos quadrinhos, ele fica cego tentando salvar uma velhinha de ser atropelada e um caminhão vaza produtos químicos em seus olhos. No filme, a cena acabou ficando mais verossímil. A forma como ele conhece a Elektra, é que no filme, foi piorada. Foi muito brusca e aquele diálogo entre Matt e ela, se encaminhando para a luta não ficou legal. A parte boa é que, diferente do HOMEM-ARANHA, o filme não se entope de efeitos especiais CGI e tem cenas de luta mais realistas. Ben Affleck está competente e Jennifer Garner está ótima. Mas não gostei do Michael Clark Ducan como o Rei. Aquela cena dele brigando com o nosso herói cego ficou a desejar. Mas o filme é ótimo entretenimento e uma bela surpresa.

No cinema vi o trailler de X-2, que parece que está legal. E ainda esse ano tem o filme do HULK, do Ang Lee. A Marvel está invadindo as telonas. Por enquanto não está fazendo feio.

Depois do filme, fui encontrar com uma turma, a convite da Valéria, pra ver (no meu caso rever) PRENDA-ME SE FOR CAPAZ, do Spielberg. Fui mais pra encontrar com o pessoal - tô precisando de um novo ciclo de amizade - do que pela vontade de rever o filme. Mas revendo, deu pra perceber que o filme é mesmo muito bom. Não cansa, é ágil. A pegadinha foi que a tal turma que a Valéria convidou só tinha mulheres (quatro). E depois fui ao bar com as meninas, que até que não me oprimiram, são todas legais. Heheheh..

Ah, voltando ao Demolidor, o cara gosta muito de chuva. Ele deve ter gostado do dia de São José.

segunda-feira, março 17, 2003

O CEARENSE APERREADO

Passar o final de semana sem internet é perturbador. Especialmente quando a gente fica em casa e está acostumado com a bendita. Meu computador quebrou - parece que é grave - e eu estou já pensando em arranjar um jeito de comprar um novo. O problema é a falta de grana. O pior é que eu nem estou conseguindo enxergar a saída. Mas minha astróloga favorita falou esse mês: "This is a good time to upgrade your computer or telephone equipment." Impressionante como essa mulher acerta...

O final de semana em se tratando de filmes foi pouco proveitoso. No sábado, eu estava angustiado ouvindo Radiohead em casa ("Ok, Computer", apesar de o computador não estar ok..hheheheh), quando o Santiago liga combinando pra gente tomar umas no Dragão do Mar. Good. Eu estava mesmo a fim de tomar um porre. Matei a saudade dos chopes de vinho, uma bebida que pega ligeirinho. No segundo copo a gente já fica tonto. Heheheh.. Maravilha. Acompanhado de mais duas moças, a noite foi divertida. Não tanto quanto eu queria, mas "nem sempre se pode ser Deus" (Titãs) ou "you can´t always get what you want" (Rolling Stones). Mas tá bom. Acabei indo dormir lá na casa do Santiago, mais perto da Praia de Iracema. Voltar pra casa de manhã respirando o ar fresco (o tempo estava nublado) foi bom. E haja dormir.

O AMERICANO TRANQÜILO (The Quiet American)

O único filme visto no cinema foi O AMERICANO TRANQUILO (The Quiet American), mas, ou eu ando muito dispersivo e inquieto pra ver filmes, ou o filme é muito ruim. Apesar de eu desconfiar da primeira hipótese, a segunda eu tenho certeza. Pra quem achava Philip Noyce um diretor fraco, precisa ver o quanto ele está pior nesse filme (mal) feito para ganhar Oscar. Se filmes como TERROR A BORDO e INVASÃO DE PRIVACIDADE, até podem ser considerados bons filmes, nada mais que isso, O AMERICANO TRANQUILO não deixa a gente nem um pouco tranquilo. Dá vontade de sair na metade. Ou antes disso. A trama política envolvendo os Vietnãs do sul e o do norte, a França e os EUA é um saco. Os personagens de Michael Caine (gosto dele) e Brendan Fraser não conquistam o espectador e o filme é muito leeento, arrastado. Nada contra filmes assim, o problema é que o diretor é Phillip Noyce. O cara não é nenhum Visconti.

O filme acentuou ainda mais o meu espírito inquieto, que só foi se acalmar depois do Big Brother, perto de dormir.

quinta-feira, março 13, 2003

TSUI HARK



Ultimamente ando me interessando mais por cinema e cultura asiática. Depois de ter adorado o anime LAPUTA: O CASTELO NAS NUVENS do japonês Miyazake, de ter chorado com o chinês TEMPOS DE VIVER, de Zhang Yimou, de ter ficado impressionado com o coreano MENTIRAS, filme de s&m de Sun-Woo Jung e de ter ficado fã das piruetas de Jackie Chan, meu interesse aumentou ainda mais. Sem falar que conhecendo os amigos Renato Doho e Leandro "Ichi the Killer" a gente aprende muito mais. Mas tudo isso é pra comentar de dois filmes de Tsui Hark que eu vi recentemente. Eis os comentários:

O TEMPO E A MARÉ (Seunlau Ngaklau / Time and Tide)

Taí um filme impressionante. As fotografias nítidas e bonitas, os vôos de câmera de Hark, a simpatia dos personagens de Nicholas Tse, Wu Bai e das meninas do filme e cenas de ação de primeira fazem de O TEMPO E A MARÉ um marco nos filmes de ação vindos lá de Hong Kong. Uma pena eu ter me enrolado pra entender a história intrincada. É ai que eu fico imaginando se o problema foi comigo, que fui burro demais e deixei escapar detalhes importantes para a compreensão da história, ou alguma deficiência da edição do filme ou do roteiro. Mas, independente disso, as imagens falam mais forte. Tsui Hark tem mesmo é que ficar lá no oriente, em vez de ficar passando vergonha dirigindo filmes do Van Damme (IMPACTO FULMINANTE e A COLÔNIA). Destaque para a cena em que uma das mulheres, prestes a dar à luz, vai parar no meio de um tiroteio.

A história é mais ou menos assim, tirada do site ASIA-CINEDIE :
Tyler (Tse), trabalha no balcão de um bar, onde conhece Ma Hoi-ming (Tsui), uma jovem que acaba de discutir com a namorada. Os dois acabam por embarcar num lamentável e infantil concurso alcoólico e terminam a noite juntos, acordando de manhã com sérios problemas de memória. Tyler (ou Kwow-ching), entretanto, começa a trabalhar numa empresa de segurança não licenciada, chefiada pelo “Tio” Ji (Wong). Um dos seus serviços é assegurar a segurança de Hong, um milionário que gere actividades não inteiramente claras. Uma das filhas de Hong, Hui (Lo), saiu de casa e casou com "Jack" (Wu), actualmente a trabalhar como talhante, sem a aprovação do pai. Um grupo de criminosos vindo da América do Sul, procura cobrar uma divida a Jack, propondo-lhe, em alternativa, um “serviço”.

Pena que o DVD brasileiro vem em tela cheia e sem nada de extras, além do trailer.

GUERREIROS À PROVA DE BALAS (Wong Fei-Hung / Once upon a time in China)

Se a história de O TEMPO E A MARÉ me deu um nó na cabeça, a de GUERREIROS À PROVA DE BALAS é uma beleza de clareza. E olha que eu assisti gravado da televisão (Record) e, dizem, está com cortes de 40 minutos! Tem nada não. Um dia eu vejo a versão integral em DVD e em widescreen decente. Mas deu pra perceber a beleza do filme. Na história, Jet Li é um mestre de kung fu que lidera uma escola de artes marciais e, ao mesmo tempo, oferece os serviços de segurança para uma cidade, na China do final do século 19. Jet Li tem que enfrentar as gangues rivais, um cara que quer ser o melhor mestre do kung fu e os ocidentais (americanos e ingleses) que querem dominar a China. Ótimas cenas de lutas usando cabos.

Estou com outro filme emprestado com produção de Tsui Hark chamado MÁSCARA NEGRA, lançado em DVD de banca. Comento quando o ver.

segunda-feira, março 10, 2003

MAIS DOIS OSCARIZÁVEIS

Tive um final de semana bem chato. Pra completar o estrago meu computador quebrou ontem. Deu pra ver dois filmes no cinema dos filmes indicados ao Oscar. O PIANISTA adorei. CHICAGO quase me fez dormir. Seguem os comentários.

O PIANISTA (The Pianist)

Polanski continua fazendo ótimos filmes. E esse pode agradar a muito mais gente do que o anterior dele (O ÚLTIMO PORTAL). É mais um filme sobre o holocausto, a 2a Guerra Mundial, o sofrimento dos judeus. Adrien Brody é o pianista do título, um judeu polonês que toca piano divinamente bem. Até que começam as perseguições aos poloneses e aos judeus pelos nazistas. Acredito que seja necessário muitos filmes sobre o assunto para que a gente se lembre que esse absurdo realmente aconteceu. É quase inacreditável. No início, os judeus não podiam arranjar emprego, entrar em restaurantes e nem passear nas praças. Depois os proibiram de andar até pela calçada. Depois, trabalho forçado em campos de concentração e morte em câmeras de gás ou tiros na cabeça. E tudo isso por que ? Por que são judeus. Mas ainda acredito que toda essa raiva de Hitler para com o povo judeu tem uma explicação ainda oculta. Não pode ser apenas por razões econômicas. E é foda ter que sobreviver catando comida em casas em ruínas. Outra coisa interessante: quando começam os créditos finais do filme, as pessoas não arredam o pé da sala até o último instante, para ouvir o belo solo de piano. Maravilha a trilha sonora com Chopin, Beethoven, Bach e outros. Excelente.

CHICAGO

Nunca bocejei tanto no cinema. Não que eu me lembre. Acho que é porque eu não tenho paciência para esses musicais à moda antiga. Só pra se ter uma idéia meus filmes musicais favoritos são: TODOS DIZEM EU TE AMO (onde atores cantam desafinado), HEDWIG AND THE ANGRY INCH (rock and roll!!!!!) e MOULIN ROUGE (filme que inova o musical). O musical tradicional geralmente não me agrada ou, na melhor das hipóteses, gosto de alguns números de CANTANDO NA CHUVA e A NOVIÇA REBELDE. A melhor coisa do fime é a beleza de Catherine Zeta-Jones exibindo o rosto lindo e as pernas maravilhosas. Mas os personagens são odiosos. A Renee Zellweger está bem feinha. Richard Gere está bem, levando em consideração que o sujeito é muito tímido e, mesmo assim, topou fazer musical. Mas o filme não é ruim, é bem realizado, tem coreografias boas, tem "All that jazz" do Bob Fosse, mas, mesmo assim, com menos de uma hora de filme, eu estava olhando pro relógio. Resta saber se o problema era com o filme ou comigo mesmo. Mas na dúvida, melhor deixar esse tipo de filme pro Rubens Ewald ver.

Agora que vi os cinco filmes da categoria melhor filme do Oscar, vai o meu ranking na ordem de favoritos:

1. GANGS DE NOVA YORK
2. O PIANISTA
3. O SENHOR DOS ANÉIS: AS DUAS TORRES
4. AS HORAS
5. CHICAGO.

quinta-feira, março 06, 2003

HITCHCOCK ANOS 30

Continuando a série de filmes seguidos que estou vendo do mesmo diretor (já vi 4 Argentos, 3 Bergmans, 3 Spielbergs e 2 Buñuels seguidos), comento agora três filmes da década de 30 da fase inglesa de Alfred Hitchcock. É até bom ver esses filmes mais antigos depois das obras-primas feitas a partir dos anos 40 pra ver os diamantes ainda em estado bruto. Os três filmes foram lançados num único DVD nas bancas. A qualidade da imagem e do som não é excelente, mas quebra o galho e pelo menos não vai mofar como uma fita VHS. Alguns comentários rápidos:

SABOTAGEM (Sabotage)

As imagens escuras de Londres à noite ficam ainda mais escuras quando a cidade sofre um blecaute, seguido de um crime. Um agente secreto disfarçado de verdureiro investiga o caso. A sequência de maior suspense do filme é uma cena em que um garoto leva uma bomba dentro de um ônibus, enquanto o relógio corre. Não é um grande filme do Hitchcock, mas ainda assim é prazeroso. A cena inicial com Londres na escuridão e uma bilheteira de cinema tentando acalmar o público que quer o seu dinheiro de volta é um belo começo.

AGENTE SECRETO (Secret Agent)

Talvez o filme da fase inglesa de Hitch que reúne o mais famoso elenco. No filme estão John Gielgud, Peter Lorre e Robert Young. Achei que fosse um filme chato como CORTINA RASGADA, filme mais recente de Hitch e que tem um enredo político, mas eu me enganei. O filme traz uma cena que serve de embrião para JANELA INDISCRETA. Nela, John Gielgud olha sem poder fazer nada um assassinato ser cometido à distância através de lentes de aumento. Talvez não existissem alguns filmes de Brian DePalma se não fosse por esse filme, também. Ainda assim, é o que eu menos gosto dos três filmes.

ASSASSINATO (Murder!)

Esse é talvez o melhor dos 3 apesar de ser mais velho (esse é de 1930, os outros, de 1936). O filme trata do assassinato de uma atriz. Uma amiga é considerada culpada pelo crime e um dos jurados resolve investigar o caso. O filme está bem gasto e cheio de pulos. Não pelo dvd, mas por causa da matriz original, já bem desgastada. Há problemas no som também - é o filme que tem o som mais baixo - mas vale a pena ser visto. Destaque para a cena em que o investigador - um escritor de peças de teatro - convida o assassino pra interpretar um...assassino.

terça-feira, março 04, 2003

AS HORAS (The Hours)

Como estão todos? Curtindo o carnaval? Eu estou com dor no corpo todo. E com um desânimo daqueles. Sofri aquilo tudo depois da cirurgia e continuo com problemas de garganta inflamada. Uma merda. Parece que não tem jeito mesmo. Mas quem sabe, né? Pode ser que um dia eu volte a ser um sujeito saudável de novo. Vendo o horóscopo da Susan Miller, no Astrologyzone.com, vi que Urano, o planeta das surpresas, saiu da minha casa de "dinheiro dos outros" e está ingressando na casa de viagens e estudos avançados. E vai permanecer por sete anos. De repente, nesse período, coisas boas aparecem.

Por falar em coisas chatas, fui ver AS HORAS há pouco. Gostei, pero no mucho. Prefiro filmes que me fazem chorar a filmes que me fazem ver pessoas chorando. Nesse sentido, AS HORAS lembra MAGNÓLIA, com pessoas atribuladas e deprimidas ao som de música incidental perturbadora. No caso de AS HORAS, sai Aimée Mann, entra Philip Glass, que é um cara muito bom. Nunca esqueci o que ele fez em A CATEDRAL, de Michele Soavi. Fico pensando se a trilha sonora dele serve pra ouvir em casa, também. (Mas é claro que AS HORAS não é tão bom quanto MAGNOLIA, né?)

AS HORAS é um filme que tem um monte de qualidades. A começar pelo trio excepcional de atrizes. Nicole Kidman, irreconhecível como Virginia Woof; Juliane Moore fazendo a dona de casa insatisfeita que está lendo o livro Mrs. Dalloway, de Virginia; e Merryl Streep, a própria Mrs. Dalloway, mulher que por trás de uma aparente auto-confiança, tem uma pessoa prestes a desmoronar. Ela tem um amigo que está morrendo de AIDS (o ótimo Ed Harris). Por falar em AIDS, acho que no livro de Virginia não tinha nada disso. Ela é do início do século XX...

O elenco de apoio do filme também é um luxo: além de Ed Harris, tem Claire Danes, Miranda Richardson, John C. Reilly, Toni Collete e Jeff Daniels.

Pois é, mas com tantas qualidades, o que falta no filme? Não sei, mas alguma coisa falta.

A propósito, vejam o que a Band irá exibir na sexta-feira, às 22h15:

SRA. DALLOWAY
(Mrs. Dalloway)

Inglaterra, 1997, 100', cor. Dir.: Marleen Gorris. Int.: Vanessa Redgrave, Natascha McElhone, Rupert Graves, Michael Kitchen, Alan Cox, Sarah Badel, Lena Headey.

Em 1920, em meio à agitação dos preparativos para uma grande festa em sua mansão em Londres, a Sra. Clarissa Dalloway (Vanessa Redgrave) toma conhecimento de que Peter (Michael Kitchen), um antigo pretendente, retornara da Índia. A chegada de Peter desvia a atenção da Sra. Dalloway, trazendo-lhe recordações do verão de 1890, quando era jovem, bela e muito cortejada.

Baseado em romance da escritora inglesa Virginia Woolf.


Uma boa pra quem quer entrar no clima de AS HORAS, conhecer mais a obra de Virginia Woolf, sem precisar de pegar o livro pra ler.

segunda-feira, março 03, 2003

FILMES DO CARNAVAL

Comentários de alguns filmes que vi nesse feriadão:

O CONDE DRÁCULA (Scars of Dracula)

Não tinha idéia de como eram bons os filmes de Drácula da Hammer. Caramba! Esse foi o meu primeiro contato com Christopher Lee fazendo o vampirão. E dizem que os filmes dirigidos por Terence Fisher (O VAMPIRO DA NOITE, DRÁCULA - O PRÍNCIPE DAS TREVAS) são ainda melhores. Esse, de 1970, é dirigido por Roy Ward Baker e o resultado é excelente. O filme começa com um morcego jogando sangue em cima do cadáver (?!) de Drácula, fazendo com que ele volte à vida. Entre os outros persoangens do filme estão dois irmãos e uma belíssima mulher. Aliás, mulher bonita é o que não falta nesse filme. Os caras da Hammer sabiam o que o público queria e gostava de ver. Mas a mais bela de todas no filme é Jenny Hanley, que desperta a paixão até do ajudante de Drácula. Taí um filme irresistível.

MARNIE - CONFISSÕES DE UMA LADRA (Marnie)

Filme de Hitchcock que parte para o campo psicológico. Tippi Hedren é Marnie, uma ladra que sofre de problemas vindos de seu passado. Sean Connery é o homem que surge em seu caminho para causar mudanças. O DVD vem com imagem em fullscreen, mas em compensação vem com um documentário generoso de 1 hora de duração sobre os bastidores do filme. O trailler que vem no disquinho também é bem interessante. Aliás, Hitchcock sabia fazer traillers diferentes e divertidos. A história de início lembra PSICOSE, já que nesse filme também somos cúmplices de um roubo logo de início. Mas o filme é bem diferente e menos aterrorizante do que o clássico de 1960, mas ainda assim é Hitchcock dos bons.

O ESTRANHO (The Limey)

Não é tudo que eu esperava esse filme do Soderbergh, mas é melhor do que boa parte do que ele tem feito ultimamente. A história parece filme do Charles Bronson (pai quer se vingar de quem matou a filha), mas o jeito do diretor contar a história faz toda a diferença. A edição do filme é de videoclipe, mas ao mesmo tempo, o filme tem um andamento lento, remetendo aos policiais da década de 70. Outra coisa muito interessante é o elenco: Terence Stamp, como o justiceiro, arrasa, mas Peter Fonda como o responsável pela morte da filha também está muito bom - ele nem parece um vilão, parece apenas um playboy que está sendo perseguido por um louco.

BARBARELLA

Esse eu achei que fosse mais divertido. Lembro que fiquei excitado quando vi há muito tempo numa sessão de gala da Globo. Jane Fonda faz a personagem sexy Barbarella, que descobre que fazer sexo à moda antiga é muito melhor. Eu não tinha visto o filme completo na época. Dessa vez, vi que depois de meia hora o filme cai, fica chato e desinteressante. Na história, Barbarella tem que deter o Duran Duran (sim, o nome da banda veio do personagem do filme), o vilão do filme, em um planeta distante. No caminho, encontra bonecas que mordem, um anjo cego, um esquimó que a ensina a fazer sexo e uma diabólica rainha. O destaque do fime é mesmo o strip tease no espaço que abre o filme. Jane Fonda estava em plena forma. E o ano era 1968, ano magíco que nos deu o melhor filme (2001, do Kubrick) e o melhor disco (o álbum branco dos Beatles) de todos os tempos. O DVD está em widescreen.

LIVING WITH MICHAEL JACKSON

A Sony exibiu no domingo o documentário sensacionalista que tenta de todo jeito puxar informações bombásticas sobre a vida privada de Michael Jackson. O repórter tentou - mas não conseguiu - revelar tudo sobre Michael. Mas ainda assim, o que o documentário mostra é bizarro. Um cara que não tem relacionamentos com mulheres, prefere a companhia de meninos, coloca máscaras em seus filhos (todos de encomenda), muda de rosto e de pele misteriosamente, compra uma loja inteira de artigos caríssimos e manda construir um parque de diversões só pra ele, não pode ser normal. Michael Jackson deve ter se arrependido de ter dado a entrevista.

Aluguei também no pacote O TEMPO E A MARÉ mas ainda falta eu ver. Comento depois.

sábado, março 01, 2003

O BURACO (The Hole)

Primeiro dia de carnaval e eu estou aqui em casa tentando fingir que é um sábado normal. Fui ao cinema, aluguei uns filmes em DVD/VHS e estou aqui ouvindo o disco do Cake que comprei ontem. Bacana. É mais do mesmo de Cake mas é bom pra caramba.

O filme que vi hoje foi O BURACO (The Hole) . Eu não estava esperando muita coisa, mas até que eu me surpreendi e dei de cara com um bom filme de terror. O filme tem problemas, é claro, mas ele têm mais qualidades que defeitos. O que incomoda logo de cara é a burrice dos personagens. Parece que todo jovem americano é burro pra se meter em situações perigosas, vide aqueles garotos de OLHOS FAMINTOS (filme que eu gostei), que escorregam dentro daquele buraco. No caso de O BURACO, quatro jovens estão presos num buraco por alguns dias. Thora Birch, a atriz principal, é apaixonada por um dos caras mais populares da escola e faz de tudo pra ficar com ele. É uma subversão dos romances adolescentes, num filme de terror sem elementos sobrenaturais. O terror está na situação deles e no que eles são capazes de fazer ou sentir. É um filme que merece a atenção, especialmente de quem curte o gênero.

Os filmes que aluguei foram:

BARBARELLA, de Roger Vadim (DVD)
MARNIE - CONFISSÕES DE UMA LADRA, do Hitch (DVD)
O TEMPO E A MARÉ, de Tsui Hark (DVD)
O CONDE DRÁCULA, de Roy Ward Baker (DVD)
O ESTRANHO, de Steven Soderbergh (VHS) - Esse filme tá disponível em DVD???

Fora isso estou com o DVD de AUDITION, do Takeshi Miike, que chegou ontem lá de Hong Kong. Até que chegou rápido (uns dez dias).

Ah, hoje vi o documentário do George Romero da TNT. O cara é muito simpático, hein. E me interessei por alguns filmes que ainda não vi dele: MARTIN (filme de vampiro fora do comum), INSTINTO ASSASSINO (o filme do macaquinho), CREEPSHOW (só passa a parte 2 na tv), e um filme do início dos anos 80 inspirado nos cavaleiros de Camelot.

A outra novidade é que recebi o meu guia de tv por assinatura e eles estão com uma promoção: um test drive do canal de filmes pornográficos (CineSex) durante um final de semana. Acho que vou deixar pra próxima semana pra conferir. Alguém tem esse canal? Que tipo de filmes passam? Vou aproveitar pra me abastecer de pornôs gravando umas três fitas de 6 horas. Hahahah!

Até mais!

segunda-feira, fevereiro 24, 2003

SPIELBERG EM TRÊS FILMES

No final de semana eu preparei uma verdadeira overdose de Steven Spielberg. Além do novo filme, que eu vi no cinema, vi também A COR PÚRPURA e um filme da década de 60 em que Spielberg participou dirigindo um dos segmentos. Aí vão os comentários.

PRENDA-ME SE FOR CAPAZ (Catch me if you can)

O novo Spielberg já conquista o espectador com os créditos de abertura. Os créditos tem cara de anos 60, mas ao mesmo tempo são modernos. Leonardo DiCaprio está ótimo como o falsário com estilo que enganou muita gente nos anos 60, fazendo-se passar por professor, co-piloto de avião, médico e advogado. O filme é cheio de situações leves e engraçadas. Vendo o filme me lembrei de uma entrevista do Spielberg, em que ele contou que também já teve seus dias de enganar as pessoas. Ele entrava de gaiato num set de filmagens de Hollywood quando jovem. Talvez tenha feito outras estripulias. Já Tom Hanks, apenas faz o seu trabalho e Christopher Walken não passa de um canastrão gente fina. Esse negócio de indicação ao Oscar, sei não. Ah, e a trilha do John Williams está caprichada. Não é o melhor filme do ano, mas é um dos destaques.

A COR PÚRPURA (The Color Purple)

Voltando no tempo para o ano de 1985. Nesse ano, Spielberg arriscou o seu primeiro filme "sério", foi esnobado pela academia e dividiu opiniões. Eu, quando comecei a ver esse filme quando ele passou na Globo há mais de uma década, achei super-piegas aquela cena da separação das irmãs e não quis mais ver o filme. Outro que até hoje não vi por preconceito é O IMPÉRIO DO SOL. Estava num dia bom quando gravei esse filme da TNT, que exibiu esse filme com close caption em inglês. Aí eu não perdi a oportunidade pra gravar também com a tecla sap com o som original. E quanta diferença. Deu pra ver a linguagem "errada" dos negros do início do século XX, cheios de "I´s", "you´s", "womens", falta dos verbos nas frases etc. Outra curiosidade, o filme tem em sua trilha a canção "Miss Celie´s Blues", que Renato Russo gravou no disco de covers STONEWALL CELEBRATION CONCERT. Será que ele se inspirou no filme pra pegar a canção? Com relação ao lado melodramático de Spielberg, ele me incomoda na marioria das vezes. Apenas A LISTA DE SCHINDLER me "pegou", me fazendo chorar de fato. Na grande maioria dos filmes, achei esse lado melodrama muito forçado. Em A COR PÚRPURA, uma cena em particular me emocionou: a cena em que a cantora volta à igreja cantando aquelas canções gospel na frente de seu pai, pastor. Talvez por causa de meu passado gospel. É um filme de de boas interpretações (Danny Glover, Whoopi Goldberg, Margaret Avery, Oprah Winfrey), de belas imagens e de uma ótima reconstituição de época. No fim das contas, mudei de opinião a respeito do filme.

RETRATOS DE UM PESADELO (Night Gallery)

O ano agora é 1969. E Spielberg, antes da fama, dirigiu um dos episódios pilotos da série de tv NIGHT GALLERY. Aliás, em 1970 ele dirigiu outro (chequei agora no IMDB), chamado "Make me Laugh". A série é estilo Além da Imaginação ou Night Visions. O segmento do Spielberg se destaca dos demais, mais fraquinhos. O primeiro segmento, "The Cemetery", conta de um sobrinho que mata o velho tio para herdar a casa. O terceiro, "Escape Route", é o mais fraco e conta a história de um nazista aterrorizado pelos fantasmas dos judeus mortos no holocausto. O segundo episódio, "Eyes", dirigido pelo Spielberg é de longe o melhor. Traz Joan Crawford como uma cega de nascença que compra os olhos de um cara desesperado por causa de dívidas apenas pela possibilidade de enxergar por 11 horas. A história é angustiante. Sempre fico angustiado com essa coisa de se ficar cego, tirar os olhos. Lembrei na hora de MINORITY REPORT, com Tom Cruise fazendo aquela cirurgia de troca de olhos. Perturbador. Gravado da TNT.

domingo, fevereiro 23, 2003

A MÃO DO DIABO (Frailty)

Esse final de semana entrou em cartaz aqui em Fortaleza um filme que eu esperava há meses. E duvido muito que ele vá ficar mais de uma semana em cartaz - a sala que eu fui estava cheia de cadeiras vazias. A MÃO DO DIABO (Frailty) é ótimo. Ele foi escolhido o melhor terror de 2002 por um site especializado em filmes do gênero. Só acho que o título nacional não ficou muito bom. Se fosse "A Mão de Deus" combinaria mais com o filme.

A história: Matthew McConaughey chega numa delegacia de polícia para dizer ao delegado quem era o assassino que se dizia "a mão de Deus". Conta sobre seu pai (Bill Paxton) que em 1979 alegava ter recebido uma visão de um anjo. O anjo lhe encarregara da missão de destruir demônios que estavam em sua cidade.

A melhor coisa do filme é ficar em dúvida se o que ele diz é mesmo verdade ou se é tudo loucura e ele está matando pessoas inocentes e na frente das crianças. Bill Paxton tem dois filhos: um deles acredita na sua história; o outro duvida e acha tudo loucura e fanatismo do pai.

Prepare-se para a reviravolta no final que vai por em questão tudo o que o filme até então tinha dito. Mas é esse caráter dúbio que faz de A MÃO DO DIABO um diferencial entre a atual produção de terror americana. O filme não apela em nenhum momento para efeitos especiais ou efeitos gore. É na história, no clima e nas interpretações que o filme se sustenta. Quem tiver a oportunidade de conferir, não perca.

terça-feira, fevereiro 18, 2003

PHENOMENA



Nesse fim de semana eu tive o prazer de asssitir PHENOMENA, do grande Dario Argento. Quanto mais nos familiarizamos com o universo de Argento, mais gostamos. Em PHENOMENA, encontramos muitas auto-referências. A garota (Jennifer Connelly) chegando para estudar numa escola remete imediatamente a SUSPIRIA. Estão lá também o assassino de luvas pretas, uma cena de Miss Connelly mergulhando no lago e fazendo lembrar de uma cena clássica de INFERNO, o vento soprando e fazendo aquele barulhinho assustador, como em SUSPIRIA.

No filme, Jennifer Connelly é uma estudante americana que vai estudar na Suíça. Ela tem poderes telepáticos com os insetos e é sonâmbula. O local está sendo assombrado por assassinatos misteriosos. Na investigação do crime está um velho cientista (Donald Pleasance) numa cadeira de rodas, sempre acompanhando por um simpático chimpanzé. Com todos esses ingredientes, Argento ainda pôe algumas cenas de decapitação, ataques de insetos, mergulhos em poços fétidos, "monstros" escondidos, espelhos encobertos. Aliás, tem coisa mais assustadora no filme que aqueles espelhos? De arrepiar aquilo, hein?

A meia-hora final é tão repleta de acontecimentos que só vendo. PHENOMENA é filmaço. E cada vez eu gosto mais de Argento. Acho que vou ter que fazer um novo rolo com o Fab Rib. Hheheheh.. Ainda falta eu ver um monte: LA SINDROME DI STENDHAL, TENEBRE, NON HO SONNO e todos os filmes anteriores a PROFONDO ROSSO.

segunda-feira, fevereiro 17, 2003

FILMES DE DIAS SOMBRIOS

Ainda não estou bem, como gostaria, mas isso não tem impedido de eu ver os filmes que estão passando nos cinemas. Ainda estou sentindo febre todo dia e não sei quando vou ter uma vida normal de novo. A pergunta que eu mais tenho odiado ouvir é "você está melhor?". Tenho me tornado um cara cada vez mais antipático. E aqui no trabalho o ar condicionado tá quebrado e eu estou suando pra caramba. Bom, chega de reclamar. Vamos aos filmes.

EDIFÍCIO MASTER

Esse eu vi na segunda-feira da semana passada. Muito bom. Eduardo Coutinho é mesmo o melhor documentarista brasileiro. É incrível como ele tirou do nada um filme tão bonito. A idéia do filme é pegar depoimentos da vida de pessoas que moram no Edifício Master, prédio situado no bairro de Copacabana. Não existe um tema fixo como em SANTO FORTE, que abordava o tema da religião. Aqui, os moradores do prédio tem a liberdade de falar o que quiserem de suas vidas. Depois da edição final, o resultado é fantástico. Vendo um filme desses percebe-se o quanto todas as pessoas tem algo de interessante para contar. Os casos mais memoráveis do filme são: o senhor que canta "My Way" e tem orgulho da vida que levou; a garota que tem medo de olhar nos olhos das pessoas e que faz poesias simbolistas; o homem que chora ao se lembrar do tempo em que sua mãe morreu; entre outros. Eu ainda vou ver um dia o CABRA MARCADO PARA MORRER, do Coutinho. Dizem que esse filme é algo.

NAVIO FANTASMA (Ghost Ship)

Seguinte: se for pra comparar com o horroroso 13 FANTASMAS, filme anterior de Steve Beck, NAVIO FANTASMA é ótimo. Mas não quero nivelar por baixo. O filme é bem mais ou menos. Tem seus bons momentos e o final é bem humorado. Deu pra dar algumas boas risadas. Mas em se tratando de sustos, o filme é bem fraco. Mas tem um bom andamento narrativo e não cansa o espectador. O início sanguinolento do filme também é muito bom. Quem sabe no terceiro filme, Steve Beck faça algum trabalho que preste.

PARAÍSO (Heaven)

Ótimo filme de Tom Tykwer, diretor de CORRA LOLA CORRA e INVERNO QUENTE. O que torna o filme especial é o roteiro de Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz (eta nomezinhos ruins de escrever. Thanks, IMDB). O filme é o primeiro de uma nova trilogia escrita pelos homens: PARAÍSO, PURGATÓRIO e INFERNO. A Miramax comprou os direitos e os filmes serão dirigidos por cineastas e elenco diferentes. Alguém tem notícia dos outros filmes? Quando chegarão? Se serão uma continuação da história de PARAÍSO? Quem são os diretores cotados? No filme, Cate Blachett (adoro ela) planeja matar um empresário utilizando uma bomba. Acontece que a bomba acaba matando quatro pessoas que nada tinham a ver com a história. Mas a história principal é a paixão do policial Giovanni Ribisi por ela. A pergunta chave do filme é: o que você arriscaria por amor? A fotografia do filme é caprichada e Tykwer mostra imagens belíssimas e de encher os olhos.

DEPOIS DA VIDA (Wandafuru raifu)

Filme bem interessante do japonês Hirokazu Koreeda. Parece que esse é o segundo título dele que chega aqui no Brasil. O primeiro foi MABOROSI, disponível em vídeo, mas posso estar enganado. No filme, pessoas, depois de morrerem, são levadas para que uns guias o auxiliem na passagem para a outra fase do pós-vida. Nessa fase, elas devem escolher um momento de suas vidas para levarem para a eternidade. O clima é bem estranho, meio surrealista (a falta de uma trilha sonora e o clima onírico me lembrou Buñuel). Além do mais, é um filme que desperta a reflexão e nos faz lembrar de ótimos momentos de nossas vidas. E vocês? Se fossem escolher o melhor momento de suas vidas, que momento escolheriam? Uma noite de sexo? Uma lembrança da infância? Um beijo inesquecível? Uma farra rock and roll? Pra se pensar.

domingo, fevereiro 09, 2003

GANGUES DE NOVA YORK



Finalmente, depois de dois dias de uma gripe que me abateu já no fim do processo de recuperação da cirurgia, hoje fui ver GANGUES DE NOVA YORK, do grande Martin Scorsese. Eu não estava esperando muita coisa. Muita gente tá malhando o filme e o trailler ficou uma grande droga. Um trailler daqueles não serve de propaganda do filme de jeito nenhum. Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como diriam o Hermes & Renato. A verdade é que o novo Scorsese é uma maravilha. Só aquele cenário, uma cidade toda construída nos estúdios da Cinecitá, na Itália, já é de tirar o chapéu. Curti cada cena dos 166 minutos do filme. A interpretação do trio (DiCaprio, Day-Lewis e Cameron Diaz) principal está excelente. Eu destaco como uma grande cena, uma em que DiCaprio está na cama com a Cameron e o Day-Lewis chega pra conversar. Naquela cena, cheia de silencios, o público ficou caladinho e ficou tudo perfeito. A parte final do filme, apocalíptica e caótica ficou sensacional. Botaram até um elefante naquela zorra. Hehehehe.. O único problema foram os cortes que Scorsese teve que fazer por imposição da Miramax. Devem sair posteriormente numa edição em DVD. Ou não. Por causa desses cortes, a parte da história americana, a grande história por trás da história das gangues, ficou um pouco prejudicada. Mas nada que alguns livros de história não resolvam. Heheh..Ah, o final com a música do U2, instrumental, ficou lindão. Scorsese é grande, gente. É grande. Olhando pra ele não tem quem diga. Heheheh. Obra-prima.

sexta-feira, fevereiro 07, 2003

TRÊS ÓTIMOS FILMES

Hoje foi o meu dia de retorno para as ruas depois de passar dez dias enfurnado dentro de casa. Graças a Deus as coisas estão dando certo e eu estou melhorando mais rápido. Depois do curso de inglês ainda peguei um cineminha. Fui ver DEUS É BRASILEIRO, do Cacá Diegues. E comprei o VIEUPHORIA, DVD dos Smashing Pumpkins. Sou fã, né? Tem que ter esse disquinho. Já dei uma olhada em 30 minutos de material. São 160 minutos!!! Legal. Eles tocando "Today" com o público cantando junto é emocionante. Vou aproveitar pra comentar os ótimos filmes que vi de ontem pra cá. (Levei sorte.)

DEUS É BRASILEIRO

"Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia descanso feliz..."

Eu já estava desanimado com Cacá Diegues. O cara tinha feito um monte de filmes ruins nos últimos anos(DIAS MELHORES VIRÃO, TIETA, ORFEU) e eu já imaginava que ele nunca mais iria fazer filmes legais como no passado. Pois não é que eu adorei DEUS É BRASILEIRO? O filme remete aos bons tempos de BYE BYE BRASIL e CHUVAS DE VERÃO. É uma delícia de ver e quem, como eu estava, ainda estiver com preconceito ou desânimo pra ver o filme, vá lá que é diversão garantida. Trata-se de um road movie ao estilo de BYE BYE BRASIL, apresentando Antonio Fagundes no papel de Deus. Seu objetivo é tirar férias e ele quer arranjar um santo brasileiro pra ficar no lugar dele enquanto ele viaja. O santo é um tal de Quincas. Com a ajuda de um sujeito muito malandro e de uma belíssima Paloma Duarte, o velho enjoado viaja pelas praias e pelo sertão de Alagoas e Pernambuco. As imagens de Affonso Beato estão no capricho. Divertido e tocante. Parabéns ao Cacá.

IRMA VEP

Irma Vep é um anagrama pra "vampire". É também o nome da personagem de um filme que um diretor francês quer fazer baseado num filme filme mudo. A atriz que vai fazer a personagem é Maggie Cheung, uma linda chinesa que trabalhou em alguns filmes de Jackie Chan. O filme é um prato cheio pra quem curte os bastidores de uma produção cinematográfica. Eu diria que é melhor que VIVENDO NO ABANDONO, de Tom DeCillo, e quase tão bom quanto A NOITE AMERICANA, do Truffaut. O diretor é Olivier Assayas. Nunca vi nenhum outro filme dele, mas quero conhecer mais desse sujeito. Queria agradecer muito ao Renato que me gravou esse filme. Se não fosse por ele, eu não teria nem ouvido falar, já que é um filme um pouco obscuro (pouco se fala dele). O final é chapante.

CHAGA DE FOGO (Detective Story)

Já tinha gravado há algum tempo da BAND e só ontem fui conferir essa pérola. CHAGA DE FOGO (1951) é um filme de William Wyller sobre a rotina de uma delegacia de polícia, estrelado por Kirk Douglas. Achei o estilo bem parecido com os episódios de ER. Só que em vez de se passar num hospital de emergência, se passa numa delegacia. Quando o filme estava pela metade achei que não iria ter uma história principal, apenas vários casos de prisão. Mas do meio pro final uma história se torna a principal e faz com que todas as outras histórias desaguem nessa principal. Confesso que chorei com o drama de Kirk Douglas e a esposa. Quem ainda não viu, fique de olho. A band pode reprisar qualquer dia desses. Vale muito. De novo, dica do Renato. Valeu!

terça-feira, fevereiro 04, 2003

CINCO FILMES

Depois de muito tempo de curiosidade, finalmente pude ver CANIBAL HOLOCAUSTO, graças ao amigão Fab Rib. Além do filme do Deodato, vi ainda DOG SOLDIERS, um terror inglês dos anos 60, uma ficção pop besteirol e uma comédia de humor negro de Larry David. Comento os filmes abaixo:

CANIBAL HOLOCAUSTO (Cannibal Holocaust)

Antes mesmo de eu conhecer a famosa lista de discussão do Thomaz, Carlão Reichenbach já me despertara a curiosidade pra ver esse filme na sua saudosa coluna. Fica até difícil comentar o filme, já que ele desperta sentimentos tão contraditórios. Se, por um lado, acho o filme sensacionalista beirando o cara-de-pau, por outro, quem não tem curiosidade de ver filmes de canibais fazendo pessoas em pedaços? Como eu estava com muita expectativa em relação ao lado chocante do filme, ele acabou não me chocando, não. Vale destacar o realismo das cenas de violência e selvageria. Aliás, selvagem é o adjetivo certo pra esse filme. Não apenas os canibais são selvagens, como também o grupo enviado pra "pesquisar" a tribo. E a direção de Ruggero Deodato também. Quanto à música tema do filme, achei ela muito deslocada em algumas cenas. Quanto à comparação com A BRUXA DE BLAIR, se for pra escolher o melhor, prefiro o americano. Mas o filme do Deodato é muito corajoso e primitivo. Valeu.

DOG SOLDIERS

Outro filme da fita que o Fábio gravou. O filme vai sair em VHS/DVD nos próximos meses, mas ver antes do filme chegar no Brasil dá uma sensação boa de "vi primeiro". Hhehehe.. O filme é bem bom. Tem cenas de tensão dentro da cabana cercada de lobisomens (referência a A NOITE DOS MORTOS VIVOS, do Romero). O filme parece estar dando início a uma boa safra de filmes de terror vindos da Inglaterra. (Vem aí EXTERMÍNIO, do Danny Boyle). Tomara.

CARRASCO DE PEDRA (It!)

Gravei esse filme por engano. Achei que estaria gravando o IT, adaptação do livro de Stephen King. Mas foi erro do guia de tv a cabo daqui. Trata-se de um filme de terror inglês dos anos 60. Até fiquei imaginando se não é produção da Hammer... Alguém sabe dizer? A história do filme é sobre uma estátua de pedra do século XVII que é encontrada por chefes de um museu. Um sujeito que guarda o esqueleto da mãe em casa, no estilo Norman Bates, começa a se interessar pelo lado mágico da tal estátua. Filme bacana. Gravado da TNT.

TANK GIRL

Filme bem sessão da tarde com elementos que lembram DUNA (a falta de água no planeta) e MAD MAX (o futuro decadente), só que colorido como uma história em quadrinhos. Outra curiosidade do filme é Naomi Watts (CIDADE DOS SONHOS, O CHAMADO) no elenco. Mas a melhor coisa é mesmo a trilha sonora com muita banda de rock boa. Mas se trilha sonora fizesse filme bom... Gravado da Globo.

ATÉ QUE O DINHEIRO NOS SEPARE (Sour Grapes)

Dessa safra de filmes, o que mais eu gostei foi essa comédia de humor negro de Larry David, o cabra bom que dividia a autoria de SEINFELD com Jerry Seinfeld. Pena que esse é o único longa-metragem que o cara dirigiu. A história é divertidíssima. Dois amigos vão aos cassinos de Atlantic City e um deles, depois de pedir duas moedas a outro, ganha quase meio milhão de dólares. A confusão começa quando o sujeito que deu as moedas quer metade da grana. Nem dá pra imaginar o que o filme nos reserva. Maravilha de comédia, hein. Valeu, Renato, pela dica!! Agora é esperar que CURB YOUR ENTHUSIASM venha pra alguma tv brasileira. Gravado do SBT.