sexta-feira, agosto 22, 2008

FEAR ITSELF – FAMILY MAN























Depois de um episódio apenas razoável (THE SACRIFICE, de Breck Eisner) e outro horrível de ruim (SPOOKED, de Brad Anderson), eis que FEAR ITSELF renova nossas esperanças com FAMILY MAN (2008), de Ronny Yu. O diretor é mais experiente do que muitos imaginam – começou a carreira em Hong Kong no final dos anos 70 -, mas só ficou mais conhecido internacionalmente a partir de ENTRE O AMOR E A GLÓRIA (1993), um trabalho onde ele mistura aventura, fantasia e romance. Não cheguei a ver, mas quem viu costuma elogiar bastante.

Sua estréia em Hollywood foi com A NOIVA DE CHUCKY (1998). Junto com FREDDY VS. JASON (2003), ele acabou ganhando, no Ocidente, o estigma de diretor de filmes de terror, ainda que esses dois exemplares se utilizem de um registro mais cômico. Seu trabalho em FAMILY MAN é mais sério e poderia muito bem ser confundido com um dos melhores episódios de ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Se bem que o próprio título do filme - "Family Man" - guarda uma ambigüidade quase cômica, pois tanto pode se referir ao homem pacato de família comum que vai à Igreja todos os domingos com a família (Colin Ferguson, da série EUREKA), quanto com o psicopata que matou a família inteira.

O prólogo do filme é por si só já bastante atraente, com uma cena de batida de carro surpreendente. Aliás, boas cenas-surpresa de batidas de carro costumam me impressionar muito. O choque de um caminhão com o carro do homem que fala com carinho com a esposa no celular, enquanto está dirigindo, leva-o a um estado de coma. Uma das cenas mais angustiantes acontece logo no começo, quando seu espírito tenta se comunicar com sua família no hospital e é logo avisado por outro espírito que ele já está morto. O filme aparentemente promete ser uma espécie de versão aterrorizante de GHOST – DO OUTRO LADO DA VIDA, mas a trama se encaminha por outras veredas, totalmente inesperadas. E a surpresa é um dos grandes méritos de FAMILY MAN, que ganhou o meu respeito logo de cara e cujos 42 minutos passam voando. A trama caberia muito bem num filme de uma hora e meia de duração. Mas ainda assim, com esse limite de tempo, Ronny Yu e o roteirista Daniel Knauf, da série da HBO CARNIVALE (2003-2005), se saem muito bem.

O próximo episódio promete: John Landis na direção.

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