segunda-feira, dezembro 16, 2013

HOMELAND – A TERCEIRA TEMPORADA COMPLETA (Homeland – The Complete Third Season)























Final totalmente inesperado e de deixar a gente com o coração apertado e com um nó na garganta o desta terceira temporada de HOMELAND (2013). Foi uma temporada complicada, que passava a impressão de que os roteiristas não sabiam que rumo tomar. Os primeiros episódios me enganaram direitinho, mas devia confiar mais em Saul (Mandy Patinkin), o simpático diretor do FBI, que sempre confiou em Carrie (Claire Danes), mas tinha suas reservas quanto a Brody (Damian Lewis).

A terceira temporada foi também a que mais ficou marcada pela ausência de Brody. Tão presente nas temporadas anteriores, o homem que passou de fuzileiro naval a terrorista e inimigo número um dos Estados Unidos, agora está sumido e por isso a temporada começa com o drama de Carrie, sem saber se o destino permitirá que ela se encontre novamente com o homem que ama.

Entre altos e baixos, a terceira temporada foi deixando de lado também a família de Brody, que só fazia sentido mesmo quando ele estava nos Estados Unidos. Longe da pátria e enfiado em um buraco qualquer do mundo, ele está quase esquecido. Mesmo assim uma subtrama envolvendo a filha ainda desperta emoção, tanto em um diálogo da garota com a mãe, quanto em sua última fala com o pai.

Eis uma série que teria terminado muito bem agora. Não consigo imaginar uma quarta temporada do jeito que as coisas ficaram. Por incrível que pareça, os vinte minutos finais de "The Star", o episódio final, me deixaram mais angustiado do que o momento mais perturbador. Isso porque se trata de uma situação em que o sentimento de indignação nos domina. E também saber que é preciso ter sabedoria para não fazer besteira. Mas esse tipo de sabedoria, vindo de Carrie, uma agente tão impulsiva e apaixonada, é algo muito cruel até de se imaginar.

Poderia usar este espaço para falar do empolgante episódio da entrada de Brody no Irã, que tanto se assemelha a alguns momentos de A HORA MAIS ESCURA, de Kathryn Bigelow, mas o momento é mais de calar.

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