quarta-feira, maio 21, 2008

A MULHER ABSOLUTA (Pat and Mike)























Oitava parceria de Katharine Hepburn com o diretor George Cukor, A MULHER ABSOLUTA (1952) é também a sétima parceria de Kate com seu amado Spencer Tracy. Ambos já se mostram mais envelhecidos nesse filme sobre os bastidores dos esportes. No filme, Kate é uma treinadora de uma faculdade, uma espécie de professora de educação física, que tem um noivo com quem participa com freqüência de jogos de golfe com um grupo de ricaços da Califórnia. Ela joga bem, exceto quando o noivo está olhando. É como se ele desse azar pra ela. Ela se sente tensa e nervosa e acaba fazendo jogadas péssimas. Mas um olheiro (Spencer Tracy) percebeu o potencial da moça e fez a ela um convite: ele seria o seu treinador e empresário. No começo ela não leva muito a sério aquele homem, mas depois de um desentendimento com o noivo e da vontade de se libertar dele, que a tratava de maneira super-protetora, resolve visitar o tal empresário. Chegando lá, tanto o treinador quanto o espectador descobrem que a personagem de Kate tem talento não só para golfe, como para vários tipos de esporte, sendo o tênis o esporte que ela mais sabe.

Ao contrário do que se pode pensar, já que muitos filmes que abordam esportes são chatos, A MULHER ABSOLUTA é divertidíssimo, tanto quando vemos o frisson dos repórteres e fãs dos esportes, quanto quando vemos a reação da personagem de Kate e de seu técnico com os resultados favoráveis. Os momentos mais divertidos e mais explorados acontecem quando Kate está jogando tênis e golfe. Inclusive, passei a achar bem interessante o golfe depois do filme. Deve ser um esporte leve e cujas longas caminhadas devem ser bastante saudáveis para os praticantes. Acho que se eu fosse um desses milionários esnobes ingleses ou americanos, seria um praticante de golfe. Pois bem. Aos poucos, Kate vai se tornando uma das melhores, tanto no golfe quanto no tênis, participando de campeonatos nacionais e sempre ganhando . No meio de tudo isso, duas coisas acontecem, os personagens de Kate e Tracy passam a se afeiçoar um pelo outro e de vez em quando o noivo de Kate aparece para estragar a festa durante os jogos com o seu "pé frio". O resto é até previsível e pode-se imaginar o que acontece, mas isso não tira o brilho e a graça dessa simpática comédia, que eu acho até mais agradável e interessante que A COSTELA DE ADÃO (1949).

Depois desse filme, Katharine Hepburn só voltaria a trabalhar novamente com Cukor nos anos 70, nos filmes AMOR ENTRE RUÍNAS (1975) e O MILHO ESTÁ VERDE (1979). Uma curiosidade em A MULHER ABSOLUTA é a participação de Charles Bronson no papel de um gângster que apanha da esportista numa das cena mais engraçadas do filme. Ele também está no elenco de DA MESMA CARNE (1952), o próximo Cukor que verei. A participação dele é até bem boa e eu diria que ele até poderia ter se dado bem em comédias se não tivesse se especializado em filmes policiais e westerns. De qualquer maneira, fico feliz com o caminho que Bronson acabou por trilhar. :) Quem também se destaca no filme no papel de um boxeador burro é Aldo Ray. Spencer Tracy trabalharia novamente com Cukor no ano seguinte na comédia PAPAI NÃO QUER (1953).

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