DIÁRIO DE UM CINÉFILO |
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Comentários sobre filmes por Ailton Monteiro, cinéfilo de Fortaleza.
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Quinta-feira, Dezembro 29, 2011
NOITE DE ANO NOVO (New Year's Eve) ![]() Garry Marshall já ganhou a fama de dirigir essas comédias leves. Tão leves quanto algodão doce. Seu maior clássico é UMA LINDA MULHER (1990), o filme em que ele conseguiu transformar uma história de amor entre uma prostituta e um playboy em algo feito para a família, bem ao gosto dos estúdios Disney. Assim, quem for ao cinema ver NOITE DE ANO NOVO (2011) já sabe mais ou menos o que esperar. Até porque o filme já se compara a si mesmo com IDAS E VINDAS DO AMOR (2010), que o diretor havia realizado sobre o Dia dos Namorados americano, o "Valentine's Day". Inclusive, numa das sequências finais, uma personagem segura o BD do filme anterior de Marshall, numa autopropaganda bem sem-vergonha. Uma das coisas que mais incomodam em NOITE DE ANO NOVO é a tal descida da bola no réveillon em Times Square. Eu, como não sabia da tal existência dessa bola, achei uma grande bobagem. Principalmente, quando colocam um personagem moribundo (Robert De Niro) querendo, como último desejo, ver a tal bola do terraço do hospital em que está internado. Parece comédia involuntária. De qualquer forma, o filme ajuda a entender um pouco a maneira como os americanos, em especial os nova-iorquinos, valorizam essa festa de fim de ano. E há também aqueles que não curtem, ou dizem não curtir, como o personagem de Ashton Kutcher, que acaba se dando bem por obra do acaso, quando fica preso no elevador por horas com a personagem de Lea Michele (de GLEE). Que faz o papel de uma backing vocal do personagem do Jon Bon Jovi, que parece estar se divertindo muito com o filme. Inclusive, o melhor momento de NOITE DE ANO NOVO é a sequência musical em que ele canta pela primeira vez. Seu interesse romântico é a chefe de cozinha vivida por Katherine Heigl, que de tão acostumada que está em comédias românticas, é a que mais está à vontade no filme. Não há como não negar que ela é uma graça. O problema é que há muitas sequências constrangedoras, como as envolvendo a personagem de Michelle Pfeiffer, por exemplo. Ela não combina como uma coroa loser. Essa não é a Michelle que eu conheci e nem quero vê-la novamente desse jeito. No mais, o filme também tem aquela coisa de valorizar o beijo na meia-noite da passagem do ano, o que não deixa de ser uma verdade quase universal. Mas a maneira como o filme mostra isso é que é meio problemática. Ainda assim, para o que se propõe, é até bobagem ficar enumerando falhas no filme. Ele cumpre o que propõe e atinge um bom número de espectadores graças ao enorme elenco de rostos conhecidos, que ainda inclui Zac Efron, Halle Berry, Jessica Biel, Carla Gugino, Sarah Jessica Parker, Abigail Breslin, Hilary Swank, John Lithgow, entre outros. |