quarta-feira, fevereiro 17, 2010

PREMONIÇÃO 4 (The Final Destination)



Hoje à tarde perdi um tempão tentando ver o que fazia com o blog, agora que o haloscan está expirando e foi me dado um ultimato de alguns dias para eu ficar ou não com o novo sistema de comentários. Por causa disso, venho cogitando a possibilidade de mudar de endereço, por mais doloroso que isso seja pra mim, já que estou aqui há mais de sete anos e é um endereço já bem conhecido. A outra possibilidade é assinar o tal Echo e ter menos trabalho, mesmo não estando totalmente satisfeito com os serviços deles. Isso seria menos trabalhoso, pelo menos.

Falando de coisas boas, ontem rolou um dos shows mais legais dos últimos anos aqui em Fortaleza: o da Nação Zumbi, na Praia de Iracema. Não vou dedicar um post exclusivo aqui ao show, já que não acompanhei a carreira pós-Chico Science da banda, mas sei o quanto eles são elogiados pela crítica e se mantêm firmes e fortes aos seus princípios. E têm se firmado como uma das grandes bandas do país, independente de estarem ou não na moda - os anos 2000 não foram fáceis para as bandas que trabalham com cruzamento de estilos. Ouvir "Da Lama ao Caos", entre outras, foi uma experiência maravilhosa. Voltei no tempo e me reabasteci de energia. Tenho o disco em casa, mas a gravação nem chega aos pés do que é o som ao vivo, de tão pulsante que é.

E falando novamente de coisas não muito boas, mas também não tão irritantes quanto o tópico do primeiro parágrafo, ontem fui ver PREMONIÇÃO 4 (2009), em 2D mesmo, já que 3D dublado não rola. Aliás, quando será que vai aparecer outro 3D legendado, hein? Enfim, não era também um filme que valesse tanto a pena ver em 3D. Ainda que seja melhor que a terceira parte, parece que David R. Ellis já não é mais aquele diretor ágil e meio que discípulo de Larry Cohen, na melhor tradição dos filmes B, de filmes como PREMONIÇÃO 2 (2003) e CELULAR – UM GRITO DE SOCORRO (2006).

Ainda assim, é possível se divertir com o novo filme da franquia, que a julgar pelo "The" no título original parece ser o último. Ainda que seja divertido e despretensioso, faltam ao filme cenas memoráveis. A violência gráfica do segundo filme também foi atenuada nesse novo. A cena de abertura acontece numa pista de corridas, quando o pneu de um dos carros fura e provoca um efeito dominó trágico, matando dezenas de pessoas. O fio narrativo é o mesmo dos demais. O que pode ser divertido são as situações apresentadas, das várias maneiras que a morte pode surgir. No fim da sessão, vi que muita gente saiu reclamando, mas ao mesmo tempo nota-se que deu pra se divertir com os absurdos da trama. O que não deixa de ser um ponto positivo para o filme.

David R. Ellis fez um horror B que não passou nos cinemas e que talvez seja até interessante: ASYLUM – NÃO ESTAMOS SOZINHOS (2008), lançado direto em dvd no Brasil.

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