quinta-feira, setembro 28, 2006

TOP 20 ANOS 60



1. 2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (Stanley Kubrick)
2. HATARI! (Howard Hawks)
3. PSICOSE (Alfred Hitchcock)
4. OS PÁSSAROS (Alfred Hitchcock)
5. O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (John Ford)



6. BEIJOS ROUBADOS/PROIBIDOS (François Truffaut)
7. O PROCESSO DE JOANA D'ARC (Robert Bresson)
8. TRÊS HOMENS EM CONFLITO (Sergio Leone)
9. BLACK SABBATH/AS TRÊS MÁSCARAS DO TERROR (Mario Bava)
10. VIVER A VIDA (Jean-Luc Godard)



11. A NOITE DOS MORTOS-VIVOS (George Romero)
12. O LEOPARDO (Luchino Visconti)
13. A DOCE VIDA (Federico Fellini)
14. O BEBÊ DE ROSEMARY (Roman Polanski)
15. O TIRO CERTO (Monte Hellman)



16. A BELA DA TARDE (Luis Buñuel)
17. NOITE VAZIA (Walter Hugo Khouri)
18. OLHOS SEM ROSTO (Georges Franju)
19. VIDAS SECAS (Nelson Pereira dos Santos)
20. O INFERNO É PARA OS HERÓIS (Don Siegel)

A década de 60 foi talvez a mais efervescente da história do cinema. Se por um lado, o cinema americano estava passando por uma crise de idéias, no resto do mundo novas formas de se fazer cinema proliferava. Nouvelle Vague, Cinema Novo, Western Spaghetti, Horror Italiano. E ainda havia o trabalho excepcional de mestres italianos como Fellini e Visconti no auge criativo. Outros dois gênios do cinema, Luis Buñuel e Robert Bresson, compareceram com suas pérolas muito pessoais. No Brasil, nadando contra a corrente, o meu cineasta brasileiro preferido, Walter Hugo Khouri, realizava seus belos filmes, influenciado pelo cinema de Bergman e Antonioni.

Para o cinema americano, o ano de 1962 foi bastante simbólico. É como se fosse o último ano de uma geração de gigantes do cinema americano. Por isso, dois dos maiores cineastas de todos os tempos, John Ford e Howard Hawks, presentearam a humanidade com duas obras-primas pra se assistir de joelhos e com a mão no coração. Depois desse ano, como o cinema mainstream americano estava em decadência, do cinema B surgiram nomes como Monte Hellman e George Romero para dar uma sacudida geral. Do cinema B também veio Don Siegel, que nos anos 60 já podia se dar ao luxo de fazer um belo filme de guerra que não parecesse uma produção de fundo de quintal.

Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, foi responsável pelo fato de eu ter subvertido uma regrinha que eu havia criado: a de colocar apenas um título para cada realizador. Mas como eu achei impossível escolher entre PSICOSE e OS PÁSSAROS, deixei de besteira e coloquei logo os dois. São os dois filmes de Hitchcock que podem ser vistos como cinema de horror. Falando no gênero, a década pariu um de seus melhores e mais famosos títulos: O BEBÊ DE ROSEMARY, de Roman Polanski, filme que até hoje dá muito o que falar. Não tão conhecido, mas cultuado por quem teve o prazer de conhecer é OLHOS SEM ROSTO, de Georges Franju.

Os anos 60 foram a década do filme mais ambicioso de que se teve notícia: 2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Stanley Kubrick. O filme transcende o gênero da ficção científica e abarca milhões de anos para refletir sobre a humanidade e a existência.

Esse top 20 foi elaborado por ocasião de uma brincadeira promovida pela Liga dos Blogues Cinematográficos. 42 membros votaram e 193 filmes foram citados. O resultado final poderá ser conferido no domingo à noite.

Nenhum comentário: