segunda-feira, outubro 16, 2006

O GRITO 2 (The Grudge 2)



Uma dos aspectos mais interessantes nesse O GRITO 2 (2006) é a interessante edição que alterna três tramas diferentes, tornando o filme bastante instigante. Esse é um dos pontos positivos do filme. O GRITO 2 não chega a pregar tantos sustos quanto o "original", nem a bela Sarah Michelle Gellar aparece o suficiente, mas a competência técnica de Takashi Shimizu pode ser sentida a todo instante. E isso é o suficiente para que o interesse pelo filme seja sentido até o final.

As três subtramas acontecem em locais diferentes, sendo que uma delas acontece em Chicago e as outras duas no Japão. Em todas, há uma ligação com a casa amaldiçoada de Kayako e Toshio, os dois espíritos que "vivem" atazanando a vida de quem cruza o seu caminho. O prólogo do filme é bem interessante, mostrando a personagem de Jennifer Beals matando o marido depois de um ataque de fúria. Depois, entram os criativos créditos de abertura, destacando os cabelos pretos de Kayako.

O som que Kayako emite, parecido com um arroto e motivo de riso das platéias, é menos utilizado nesse segundo filme, bem como o miado do "menino-gato". Um problema do filme se deve à pouca solidez da trama fantasmagórica. Quanto mais eles tentam explicar, mas fraca ela fica. Talvez a melhor coisa a fazer seria não explicar nada e torcer para que o filme ganhasse com o clima de mistério. A cena que mais se assemelha a uma comédia rasgada é a seqüência do motel. Mas tem o velhinho do ônibus também, que é uma simpatia.

Dos personagens que compõem as tramas paralelas, a que mais se aproxima de uma protagonista é Amber Tamblyn, que interpreta a irmã da personagem de Sarah Michelle Gellar. Não chegou a ser uma troca justa, já que Amber tem aquela cara de quem está chupando limão o tempo todo.

Interessante notar que tem uma cena de chuveiro no filme que se assemelha muito a uma cena de TODO MUNDO EM PÂNICO 4, que trazia Anna Faris no banho. Não é de se admirar que a platéia a certa altura imagine estar vendo uma comédia, principalmente levando em consideração que o filme economiza muito na crueldade das mortes. Se o filme fosse mais violento e assustador, talvez fosse levado mais a sério pela audiência.

P.S.: Está no ar no CCR minha nova coluna, sobre atores que morreram no meio das filmagens. Confiram!

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