segunda-feira, dezembro 23, 2002



LAPUTA: O CASTELO NOS CÉUS (Tenku no shiro Rapyuta) width="519" height="335"

Nesse fim de semana conturbado eu tive o prazer de assistir LAPUTA: O CASTELO NOS CÉUS (1986), de Hayao Miyazaki. Esse japonês é diretor do aclamado e premiado A VIAGEM DE CHIHIRO, que eu já estou esperando ansiosamente que estree no circuito comercial. Certo dia, com a revista SET nas mãos no curso de inglês, um colega do curso me pediu pra dar uma olhada, fez um comentário sobre o que ele chamou de "o grande Miyazaki" e eu perguntei se ele não teria algum filme dele em casa pra me emprestar. Com a resposta alternativa, não resisti e pedi emprestado a fita. LAPUTA (pronuncia-se Láputa) é um filme fascinante, perfeito. Eu diria que é o melhor filme japonês que eu já vi. Logo eu, que nunca fui fã de Akira Kurosawa e odeio os filmes de Takeshi Kitano, fui gostar dessa preciosidade. É claro que eu vou querer mais, vou oferecer alguma coisa pra emprestar pro rapaz pra poder conhecer mais dessas maravilhas da cultura nipônica. Já sei que MEU VIZINHO TOTORO é do mesmo diretor e esse foi lançado em vídeo no Brasil. Agora é ir atrás. LAPUTA não foi lançado em vídeo no Brasil e essa cópia é destinada exclusivamente a mostras de animes.

LAPUTA: O CASTELO NOS CÉUS conta a história (intrincada) de Sheeta, uma garota que possui uma pedra de levitação bem valiosa. Ela vive num dirigível nos céus, presa por um grupo de homens que usam óculos escuros e planejam, com a ajuda da garota, encontrar a lendária Laputa, a cidade suspensa nas nuvens. A pedra é também perseguida por um grupo de piratas liderado por uma velha. A primeira cena do filme é espetacular, com os piratas atacando o dirigível e Sheeta caindo dos céus ao som de uma das mais belas músicas que eu já ouvi. Sheeta, como está com a pedra de levitação, flutua no céu até cair num vilarejo e encontrar um garoto chamado Pazu. Isso é só o começo dessa história de duas horas de duração. O desenho é perfeito em seus detalhes, a animação dá de dez no manjado padrão Disney e a história é intricada e não subestima a inteligência do espectador. Eu, inclusive, tive de rever o filme quase todo pra perceber coisas que tinha deixado passar na primeira vez. Filmaço. E espero que seja apenas o primeiro dos vários filmes que pretendo descobrir dessa preciosa safra.

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